Da lixeira vermelha ao armário

Para muitos, o plástico é um vilão; para outros, é sinal de renovação. Odiado e amado por tantos, esse material está presente em quase tudo, até mesmo nas roupas! Aliado a vinil e a outros materiais que remetem a esse truque de styling, o plástico vem ganhando, desde 2014, as passarelas nacionais e internacionais dos desfiles de moda ao redor do globo.

Para um tecido ser produzido a partir da reciclagem de embalagens PET (politereftalato de etileno), por exemplo, o início se dá com a coleta das garrafas usadas, feita por catadores ou pelas empresas municipais de lixo, que posteriormente encaminham os recicláveis às cooperativas para serem devidamente separados. Uma garrafa PET é 100% composta de uma resina termoplástica de alta resistência, que é perfeita para fazer um tecido reciclado.

Depois as garrafas PETs são lavadas, moídas e descontaminadas para serem fundidas (aquecidas até a fusão) e transformadas em pequenos grãos. Posteriormente, os grãos são mudados para fios por equipamentos extrusores e esses são trançados com algodão, e o tecido de PET é fabricado. O resultado final é um produto de qualidade tão boa quanto aquele que foi confeccionado com material não reciclado

Além de estar em alta, a utilização do plástico em confecções faz muito bem ao meio ambiente, já que muitas marcas e até mesmo microempreendedores, recolhem esse material do centros de reciclagem, já que ele demora mais de 400 anos para se decompor na natureza. Isso, além de movimentar a economia, preza pela natureza.

Roupas e acessórios sustentáveis fornecem um novo mercado de oportunidades de trabalho, fluxo de dinheiro na economia e moderação do uso de matérias-primas originais. Para o estudante de jornalismo, Gabriel Montre, da UPM, a moda reciclável é algo que deveria ser muito mais acessível ao público. “Muitas vezes, por ser feita de forma artesanal, ela é mais cara. Ou como o plástico é revestido por uma marca, muitas pessoas não conseguem comprar”.

Para o estudante, não adianta ser amiga do meio ambiente se não é amiga do bolso da maior parte da população. “Qual o sentido de produzir algo que a população não pode consumir?”

Vale a pena também, dar uma conferida no nosso posts sobre iniciativas sustentáveis no mundo da moda. É só clicar aqui!

Raphaela Bellinati