Semana da Psicologia

Crianças e o luto – Semana da Psicologia

Semana da Psicologia

Começou a Semana da Psicologia Mackenzie 2016, um verdadeiro paraíso para quem gosta de comportamento humano e áreas relacionadas. Provavelmente se o “papai” Freud estivesse vivo, ele passaria um bom tempo por aqui dando um passeio pelos evento. São quatro dias de oficinas, palestras, rodas de conversas e apresentações de PIBIC/PIVIC, das 8:30h até às 17:30h. Para abrir essa semana, fui assistir a palestra “Morte também é assunto de criança” por Luciana Romano no Auditório da Escola Americana.

A palestrante é formada em psicologia no Mackenzie e atualmente trabalha como psicóloga em um hospital. Ela conta alguns casos em que ela teve de lidar com pessoas passando por situações difíceis, e complementou essas histórias com pesquisas do comportamento humano com relação à morte.

Ela começou explicando algumas características essenciais que nos tornam Homo Sapiens, e entre elas a surpresa são os ritos mortuários. Esse costume de realizar tais ritos é uma das principais características que nos diferenciam do resto dos animais. Nós como espécie, desde os primórdios, nunca abandonamos nossos mortos sem um ritual característico de cada civilização. Ela explica que isso serve como um auxílio para realizar a transição da vida para a morte. Além disso, ajuda na aceitação do fato pelos entes próximos.

Morte e as crianças. Como lidar?

Então entramos no assunto principal: Onde ficam as crianças nessas fases? É muito comum que pais, familiares ou amigos digam para as crianças algumas mentiras para amenizar o sofrimento, entre elas coisas como “Tal pessoa caiu no sono eterno.” ou então “Fulano virou uma estrela no céu.”, mas será isso o certo a fazer?

Segundo Luciana, nem sempre. Muitas vezes as crianças lidam melhor com a verdade difícil do que uma mentira fofa. Inclusive ela aponta que essas mentiras podem ter sim alguns efeitos colaterais na esfera mental, entre eles o surgimento de fobias relacionadas a essas mentiras. Outros possíveis efeitos são: Culpa, agressividade, ansiedade, agitação, queda de rendimento, retração social, aquisição dos hábitos da pessoa perdida e frequentemente infantilização dos hábitos rotineiros.

Pode-se dizer que mesmo querendo proteger as crianças, às vezes acabamos piorando a situação. Devemos ter cuidado com essas situações, para não causarmos nenhum estrago maior ainda.