CONHEÇA: Allen Key

Olá, mackenzistas! Se você gosta de rock e tem interesse na cena independente de música, hoje eu trago um post mais do que especial: uma pequena entrevista com a vocalista da banda Allen Key!

Karina Menascé (vocalista)

A Allen Key é uma banda de rock formada por Karina Menascé (vocais), Victor Anselmo (guitarra), Paulo Colella (baixo), Antonio Gargiulo (guitarra) e Leonardo Barolo (bateria). Estando desde 2011 na carreira musical, o quinteto lançará seu primeiro EP em breve. E enquanto ficamos no aguardo do EP, a Karina, que está no quinto semestre de publicidade e propaganda deu uma entrevista bem gostosa para nós, no estilo dos portfólios já postados aqui. Vamos conferir?

 

Para você, o que é arte? O que te inspira?

Tudo o que me inspira, cada sentimento, cada cheiro, sabor, cor, é arte. Arte não é apenas um quadro no museu, uma música na rádio ou um filme no cinema, ela vai muito além disso. Arte é todo o processo passado pelo sonhador; todo o desejo, primeira tentativa, dor, calma, segunda tentativa, alegria, desespero, terceira tentativa e finalmente a obra final, que será levada a cara a tapa por todos nós. Arte não é apenas o que foi feito, o material, a arte é aquela primeira ideia que passa na cabeça do artista, pode ser desde um planejamento diário a uma Monalisa. Todos nós somos artistas e fazemos das nossas vidas, nossas obras. Por fim, defino a arte como: vida. Tudo o que me traz sentimento é uma inspiração. Não importa que tipo de sentimento seja, tudo pode se tornar algo mais bonito, compartilhável.

 

Quais são os seus hobbies?

Por conta da correria que tenho por conta das bandas, passo 70% do meu tempo na música, tocando algum instrumento, criando novos sons, ouvindo música. Os 30% restantes costumo desenhar, assistir algumas séries, me exercitar, nos tempos de aula, jogo Vôlei pelo time de comunicação do Mackenzie, e costumo tirar um bom tempo para ficar com a minha família e amigos.

 

O que te levou a começar a tocar? O que sente quando canta?

Comecei a tocar teclado bem jovem e todo final de ano costumava ter um sarau para todos os alunos mostrarem aos seus pais o que aprenderam ao longo do ano. Bem, no meu último sarau eu resolvi que queria cantar e tocar, então lá fui eu botar a minha cara a tapa pela primeira vez para um super público de no máximo 30 pessoas. Como vocês já podem imaginar, foi horrível, apesar dos país das outras crianças terem me aplaudido por ter sido “fofo”. Então, alguns anos a mais se passaram e eu comecei a fazer aula de piano e nesse meio tempo resolvi fazer aula de canto por uns 6 meses. Até que teve um dia que o meu professor trouxe um produtor importante dos EUA para dar uma aula a estudantes escolhidos no qual eu fui um deles.

Muito que bem, estava tudo ótimo até ter chegado a minha vez de cantar. Lembro como se fosse ontem, quando ouvi, de uma pessoa que nunca tinha me visto na vida e não sabia nem o meu nome, que eu tinha voz de uma mulher que fumava há 40 anos, bem, na época eu tinha 12. Aquilo me chocou tanto, fiquei tão decepcionada com o comentário tão sincero que por alguns instantes desisti. Mas a minha vontade era maior, então hoje, é com a minha voz de uma fumante de 40 anos que tenho 4 bandas e ganho dinheiro com isso. Cantar libera todos os demônios que existem dentro de mim, me “zera”, me perdoa. É o remédio mais forte que existe.

 

Você teria algum recado para os mackenzistas, relacionado a arte?

Para os meus colegas mackenzistas, sei que muitos de vocês já tem essa paixão pela arte, não apaguem essa chama. E para você, que tem algum problema, está entediado, meio sem vontade de fazer nada ou até mesmo estressado com o amontoado de trabalhos que essa faculdade te dá, troque o seu telefone por um pincel, um violão, o até mesmo para a versão karaokê de alguma música de seu gosto e depois veja como se sente.

 

Como é o processo de criação da sua música?

Para a composição das músicas, normalmente elas me surgem na cabeça e gravo a ideia no meu celular. Chegando em casa ou no estúdio, pego os instrumentos e coloco a ideia em prática, por fim, passo a ideia aos integrantes da banda e eles desenham as suas linhas do seus jeitos, com as suas caras. Assim, toda a banda é responsável por uma pequena ideia da música.

 

Como funciona na cena musical, para ganhar destaque e reconhecimento?

Música no Brasil é infelizmente um ramo muito ruim para fazer parte. Digamos que quando se fala de música todos acham que são expert, com isso, acabam criando sons pobres, musicalmente falando, que por algum modo, acabam fazendo muito sucesso, deixando músicos estudados e experientes tendo dificuldade para pagar até a sua conta de luz. O mundo autoral é pior ainda. Como disse anteriormente, hoje nosso país aceita qualquer tipo de música e toma ela como incrível, audível, quando na verdade se você parar para prestar atenção, ela não passa de apenas um verso repetido varias vezes.

Infelizmente, novos músicos, novas bandas com muito potencial para serem grandes, principalmente no ramo do rock, metal e alternativo, não são escutadas ou levadas a sério, muitas delas até desistem, e está ai mais um motivo ao qual mais e mais “músicas” como aquelas de um verso são vendidas. Outro problema é a nossa cultura, que infelizmente não valoriza a arte, não valoriza a música. Um pai sempre vai querer o seu filho médico, jamais músico.

Depois desse pequeno desabafo, para ganhar destaque você tem que querer muito ser reconhecido, tem que ter força para lutar, passar dia e noite acordado fazendo show, publicando o seu material, fazendo contatos. São os contatos e a sua vontade que vão de levar longe. Por fim, se você tiver alguma chance de sair do Brasil e ir tocar fora, vá, por mesmo se lá não der certo, você com certeza dará mais certo do que aqui.

 

Qual o seu maior plano relacionado a música?

Estamos no final do processo de gravação do nosso primeiro EP e consigo dizer que orgulho é o que não falta. Estamos a 7 anos na estrada, fazendo show atrás de show, ensaiando, compondo e acho que esse momento é o mais importante da nossa carreira. Lançar o EP agora é como estarmos vivendo o nosso primeiro ano de banda, vamos entrar no mercado agora e estaremos vivendo tudo de novo, pela primeira vez. Temos o plano de ser grande, queremos ser e com certeza, vamos. Até lá, queremos nos preocupar apenas com esse novo EP que daqui a 1 ano e meio aproximadamente se tornará um CD e assim vai. Por hora, tudo aqui no Brasil, quem sabe daqui a pouco, fora.

 

Curtiu? Que tal conhecer mais do trabalho da banda?

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Instagram da Banda | Instagram da Karina

Youtube: Allen Key ou Karina Menascé

Lembrando que todas as páginas da Allen Key estão passando por uma reforma por conta do EP! Logo menos sairão novas informações, então fique ligado!

 

 

Eduarda Ramos

Geminiana até demais pros padrões do signo, fã encubada de indie pop e entusiasta de memes. Diz que não beberá das águas, mas quando vê já está afogada nelas.