Como funcionam as eleições em 5 países diferentes

As eleições dos Estados Unidos estão dando o que falar neste ano, os dois candidatos polêmicos, Hillary Clinton e Donald Trump estão chamando a atenção do mundo. Por isso, a Redação Virtual veio tirar a dúvida dos mackenzistas de como que as eleições americanas funcionam e em mais quatro países completamente diferentes do Brasil.

Estados Unidos 

Os Estados Unidos mesmo sendo mais conhecido pelos brasileiros ainda assim poucos entendem o processo de eleição. “Até onde eu sei são por cédulas de papel e você vota escrevendo”, afirma Ana Gabriela, estudante de jornalismo.

A grande diferença das eleições americanas para as demais são as prévias. Nos Estados Unidos o voto é facultativo e é necessário ser maior de 18 anos. No início do ano eleitoral os dois principais partidos: os Democratas e os Republicanos abrem espaço para a candidatura a presidente. Assim que os pré-candidatos manifestam interesse para tal começa as campanhas para que seja eleito um candidato de cada partido para disputar a presidência.

Para as prévias os eleitores escolhem seus delegados, membros que representam uma região. Cada estado possui um número de candidatos condizente com a população, além de terem diferentes tipos de eleições. O delegados votam e elegem os candidatos oficiais.

Nesta eleição estão concorrendo Hillary Clinton, pelos Democratas e Donald Trump, pelos republicanos. No final do ano ocorrerá a votação em que todos os americanos que quiserem, podem ir votar e assim é eleito o novo presidente.

Canadá

Barbara Pereira nunca parou pra pensar na política do Canadá. Para ela, o governo canadense se assemelhava ao brasileiro, mas o que muitos não sabem é que o país não possui presidente. É uma monarquia federal, ou seja, assim como o Reino Unido o símbolo de poder é a Rainha Elizabeth, que não manda propriamente no Canadá, mas possui representantes dentro do governo. “Não fazia ideia da relação que a Rainha tem com o Canadá”, comenta Barbara. Além disso, é uma democracia parlamentarista. Quem governa é o Primeiro Ministro junto ao parlamento.

O governo é composto pela rainha, o Senado e a Câmara dos Comuns. A câmara é eleita a cada 5 anos pelos eleitores maiores de 18 anos. O líder do partido que tiver o maior número de votos é eleito como Primeiro Ministro e ele indica quem fará parte do Senado.

Japão

Assim como o Canadá, o país não tem presidente. A Beatriz Trevisan, aluna de jornalismo nos contou que já sabia que o símbolo de poder dos japoneses é o imperador Akihito, mas não sabia que assim como a Rainha Elizabeth, Akihito apenas rege e não governa. “Eu nuca vi o rosto do Imperador na mídia”

O governo japonês é composto pela Dieta que é a junção da Câmara dos Deputados e os Conselheiros, ambos são eleitos pelo povo maior de 18 anos, sendo o voto facultativo. A Dieta acaba elegendo o Primeiro Ministro, quem, de fato, governa o Japão.

China

A China é um país socialista, mas se engana quem acha que não há eleições. Mesmo sendo um país extremamente autoritário a China vem mudando para um socialismo de mercado.

O meio eleitoral é dominado por apenas um partido o PCC (Partido Comunista da China). Os eleitores elegem os membros do Congresso Nacional do Povo, que em tese deveria ser o órgão principal do governo. Cada província elege seus representantes que no final acabam apenas aprovando as decisões do PCC. Quem governa de fatos são os membros do Comitê Permanente do PCC, entre eles está o presidente quem controla o Parlamento, o Comitê Militar e o Conselho de Estado.

Irã

As eleições do Irá também provocam muita polêmica. Elas são conhecidas por serem injustas, pelo abuso de poder que o Aiatolá, representante religioso e poder supremo tem sobre a política.

Os iranianos elegem o parlamento e a Assembléia de Especialistas, que são religiosos que tem o poder de nomear ou destituir o aiatolá. O partido principal é o conservador, mas nas últimas eleições os moderados abriram espaço na política. Mas tudo lá é conhecido por ser manipulado, então o povo não tem poder de fato.

Por: Elizabeth D. Matravolgyi