Combates medievais nas Paralimpíadas

Direto dos tempos medievais para as arenas brasileiras: chegou a hora da esgrima de cadeira de rodas.

Um dos esportes mais tradicionais das Paralimpíadas é a esgrima em cadeira de rodas.  Desde Roma (1960), onde foi sediado os primeiros Jogos Paralímpicos, a modalidade está inclusa no cronograma oficial de disputas. Na edição Rio 2016, a competição terá 14 provas valendo medalhas e conta com disputas individuais e por equipes.

As pistas onde acontecem as provas possuem 4 metros de comprimento por 1,5 metros de largura. Além disso, contam com um suporte metálico que impede o movimento das cadeiras.

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Florete, espada ou sabre? Os atletas Paralímpicos competem com as mesmas armas usadas na esgrima convencional e a pontuação é feita por um sistema eletrônico. Cada vez que um competidor atinge a parte válida do corpo do outro, ele marca um ponto.

Equipamentos obrigatórios

Alguns equipamentos são obrigatórios para segurança: máscaras, jaquetas e luvas de proteção. Dependendo da disputa outros equipamentos são adicionados. Nos duelos de florete, por exemplo, as rodas das cadeiras também necessitam de uma proteção. Já nas disputas de espadas, uma cobertura metálica é utilizada para proteger as pernas dos atletas e as rodas das cadeiras.

De acordo com o Ministério do Esporte, os atletas são classificados pelo nível de deficiência.

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A aluna de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Nubia Silva, conta que já conhecia o esporte, mas que a divulgação e o apoio que os atletas Paralímpicos recebem ainda são poucos, perto dos gastos que eles precisam para ter um bom desempenho em competições. Não devemos deixar de torcer e acompanhar o Brasil na esgrima em cadeira de rodas que começa 12 de setembro nos Jogos Paralímpicos.

Texto escrito por: Ana Júlia Paloschi.