Colorindo o meio cinza

Colorindo o meio cinza

Você conhece o grafite? É uma arte urbana caracterizada por desenhos em locais públicos como paredes, edifícios e ruas. Um meio artístico de se expressar, colorindo o meio cinza que vivemos. Tal conceito foi aplicado nas paredes dos corredores da FAU-Mackenzie.

Organizada pelo Mosaico, na XIII Semana Viver Metrópole, a oficina teve uma introdução dos conceitos básicos do grafite. Foi indicado alguns grafiteiros atuais como Kobra e Apolo Torres. Você pode dar de cara com uma das artes deles andando por aí, em São Paulo. Por exemplo: na Rua Maria Antônia, podemos encontrar uma arte do primeiro.

Dicas de materiais, técnicas e cores também foram dadas. Podemos usar o rolinho, tinta látex, pincel e o principal, o spray. É interessante elaborar a ideia antes, fazendo um sketch e finalmente passar para a parede.


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Flávia Puorto, 22, organizadora do evento e estudante de psicologia, fala um pouco mais sobre o grafite: “O grafite tem uma característica única, pois é uma arte democrática urbana. Ela dialoga diretamente com as pessoas e todas as coisas mais macro que é a cidade.“mina-se-protegendo-2

Sendo uma arte da metrópole, ela acha válido que o mesmo se inclua na Semana Viver Metrópole. E ainda comenta a importância dessa arte: “Em uma cidade cinza que é São Paulo, pela poluição, acho o grafite bem importante. Ele nos traz cor e vida. O grafite é vida e voz. Não tendo só uma importância artística, mas também política.”

Gabriela Galeazzi Avólio, 18, membro do Mosaico e estudante de arquitetura, revela os resultados da oficina: O grafite deu vida ao corredor do prédio e, ainda, criou uma certa identidade dos próprios alunos. Principalmente dos que participaram e ajudaram na composição dessa arte. Em razão do conhecimento artístico, a composição das cores ficou muito harmoniosa. Os desenhos, em geral, foram de muito bom gosto! Aquilo que chamam de ‘qualidades não racionais do habitar’ é, em certos casos, muito pessoal. Esse ambiente recém criado trouxe um sentimento positivo que, inclusive, quero na minha casa! “

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Paredes do corredor da FAU.

Texto feito por: Thiago Nakano

Edição de fotos: Thiago Nakano

Créditos: Ricardo Homma

Revisão: Isabela Matias