Ciclo de debates marca o Dia do Jornalista no Mackenzie; veja o “videostories”

Por Beatriz Moreno, Bianca Machado, Gabriel Modesto, Gabrielle Mantovani, Maria Luiza Priori e Thayna Batista

Quatro temas, 13 convidados e centenas de participantes ao longo do dia. Assim foi o ciclo de debates que marcou a data de 7 de abril, Dia do Jornalista, na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A mesa de abertura, “Coberturas Jornalísticas na Pandemia”, recebeu os convidados Gabriel Vendramini (Globo News), Gustavo Toledo (Record News), Tatianna de Oliveira (Band News) e Soraya Lauand (CNN Brasil). O aumento no volume de informações durante a pandemia e o problema das fake news foram pontos lembrados por todos. Os jornalistas, segundo os convidados, sempre que recebem as informações, buscam checar a veracidade para que tudo seja transmitido da melhor forma. Todos contaram ainda sobre suas trajetórias e como podemos lidar com os ataques aos jornalistas, como é ser repórter e estar nas ruas durante a pandemia.

“Novos Mercados de Trabalho para Jornalistas” foi o tema da segunda mesa. Daiana Ferreira (Jornalista Ambiental), Nicollas Rudiner (UOL) e Stephanie Lotufo (Infomoney) discutiram sobre a versatilidade do jornalismo e as possibilidades variadas nos rumos da carreira. Duas das áreas comentadas pelos convidados foram a publicidade e a produção de conteúdo para mídias sociais, sem perder a essência jornalística. Os jornalistas também lembraram os temas socioambiental, audiovisual e financeiro, este último, inclusive, ganhando destaque em uma conversa sobre o preconceito dos estudantes em relação à área. Por fim, os aconselharam os alunos a buscarem experiências, em diferentes áreas, para descobrirem suas principais afinidades. Ouça o jornalista Nicollas Rudiner:

Na terceira mesa, “Mulheres Jornalistas e o Direito ao Mercado de Trabalho”, o debate teve a participação de Maria Célia Rehder (UNESCO Brasil), Milena Buarque (Itaú Cultural) e Camila Abranches (Agência Bowler). Os principais temas abordados foram os obstáculos que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho, os diferentes tipos de assédio e violências, e a importância do posicionamento das jornalistas. 

Ao longo da conversa, as participantes contaram um pouco sobre suas experiências e a questão da síndrome do impostor. Foi abordada a dificuldade de reconhecer quando se sofre o assédio no início da carreira e a importância do empoderamento da mulher. “Precisamos tratar isso dentro da gente e entender que não é uma fraqueza nossa”, disse Camila. 

Para encerrar o dia, a quarta e última mesa discutiu a Cobertura Política no Brasil e no Mundo. Nela, estavam presentes Ana Clara Costa (Revista Piauí), Lucas de Souza Martins (assessor de assuntos culturais e internacionais) e Ricardo Chapola (IstoÉ). 

Pontos como jornalismo de dados, lei de acesso à informação, a importância de o jornalista saber escutar diferentes pontos de vista e prática do vazamentismo foram abordados. Lucas Martins contribuiu também com a sua experiência no jornalismo norte-americano. Atualmente vivendo em Atlanta, nos Estados Unidos, citou curiosidades e exemplos sobre a imprensa local.