Share Your Story | Humans of Mackenzie

“A gente pegou um feriado para viajar e fomos para uma cidade. Olhamos um hostel bem baratinho, era horrível. A gente saiu de lá, fomos para rua. Não tínhamos internet,  nem dinheiro. Estávamos em uma situação de crise. Os intercambistas e um ‘cara’ da AISEC (organização que fez o intercâmbio) que tinha morado na cidade conversou com um amigo e ligou pedindo para usar a internet. Fomos para a casa do menino, usamos a internet, até conseguirmos um lugar para ficarmos”, conta Thais Paiva sobre seu intercâmbio no México.

Ela tem 20 anos e estuda jornalismo. Optou pelo curso enquanto fazia ciência da computação. “ Eu levei muito tempo para saber o que eu queria da minha vida e o que eu não queria. Entrei em computação porque eu sou muito boa na parte de lógica, cálculo… Eu gostava disso, mas não para trabalhar. Estudar computação foi o que me mostrou que eu não queria trabalhar com  aquilo”, diz. Ela descreve como libertadora, a sensação de mudar de curso e diz que essa foi sua maior loucura no Mackenzie. “E a minha maior loucura se encaixa nesse momento da minha vida que eu troquei. Teve um dia que eu acordei fui para a faculdade e percebi que não queria aquilo, fui para a casa e em uma hora cancelei a matrícula. Me inscrevi para o vestibular, eu só tive um mês de estudo para o vestibular. E eu cheguei a noite e simplesmente falei para os meus pais, tranquei a faculdade e vou prestar para outra coisa. Foi um momento que eu senti que eu estava no comando da minha vida”, continua.

A jovem também fala de seu sonho de viajar e conhecer o mundo. “Meu maior sonho é morar em outro país, trabalhando com jornalismo. Não como representante do Brasil, eu quero entrar mesmo na cultura desse país e falar sobre ela. Não só um país, vários lugares. Eu gostaria de ser, tipo uma Glória Maria da vida”. Ela tem uma paixão tão grande pelo mundo que trabalha, como voluntária em uma organização que promove o intercâmbio de jovens pelo mundo. “eu trabalho em uma organização que promove a liderança entre jovens através de intercâmbios voluntários. Então, nós temos essa coisa de mudar o mundo todo dia presente com a gente. E a gente, realmente realmente entende de que o mundo precisa é troca de culturas. O que falta são as pessoas terem empatia uma com as outras”, diz.

Ela pode viver essa experiência e sente saudades: “Um lugar que eu gostaria de estar, no México. Estou com uma saudade absurda. Eu morei lá um mês e meio, fazendo um projeto social. Não sei se é por causa do mundial, se é porque eu tenho amigas que estão lá agora, mas eu estou com muita, muita saudade do México”.

A Cidade do México encantou a estudante em todas suas formas, mas a arquitetura teve destaque pela sua preservação. Eles mantém a tradição e não possuem muitos prédios modernos como vemos muito na capital paulista. São muitas casas simples e alguns sobrados.  São poucos prédios que possuem esse conceito mais novo, e esses ficam mais concentrados em uma avenida principal. “A cidade parece muito cultural, como eles tem essa arquitetura preservada muito forte você vê em cada prédio uma história, principalmente no centro”.

Outra coisa importante de ser citada é que a Cidade do México comparado com São Paulo possui uma situação socioeconômica menos favorecida. São Paulo por ser um centro de negócios incentiva a construção de prédios com arquitetura modernizada.

Ela ressalta alguns locais marcantes e muito bonitos para se visitar “o Palácio Nacional, fica bem no centro da cidade e é onde o presidente fica quando está na cidade, onde faz suas declarações oficiais. O interior do prédio é todo pintado pelo artista Diego Rivera, através dos desenhos ele conta toda a história do México, é realmente muito bonito!”

O Palácio conta com várias alas e é muito grande, possui essa parte dedicada apenas ao Diego Rivera, tem outra ala aberta com monumentos mais modernos, corredores com lustres preservados.

 

Por: Arthur Gutierres e Luana Figueiredo

 

“Fomos para São Roque, não deu para ver nada na estrada. Quando a gente chegou lá, encontramos minha outra amiga, a Carol. E foi lindo,  porque ficamos vendo as estrelas em um pico às 3 horas da manhã, rindo. E naquele momento eu me senti infinita”, conta Paola Churchill sobre sua maior aventura. Isso aconteceu em uma madrugada de feriado, quando a estudante de 21 anos estava em casa assistindo ‘De Férias com Ex’ e recebeu a ligação de seu melhor amigo. Ela descreve a cena:

“tocou meu telefone, era meu melhor amigo. Eu não espero que pessoas me liguem a uma da manhã. Ele me perguntou o que eu estava fazendo. Eu falei:

-‘vendo de férias com ex’.

– pega suas coisas que a gente vai viajar

– que viajar, você está louco? Olha o horário…

–  Não, a gente vai. Não sei para onde, mas vamos!”

A mackenzista gostou tanto da experiência de se sentir “infinita” que diz: “eu nem tenho palavras para descrever o quanto foi incrível e mágico”. Dentro da faculdade sua maior aventura é a própria faculdade. “ Para mim, a maior aventura que eu estou vivendo no Mackenzie, é o Mackenzie. Estar com meu amigos… eu nunca tive amigos, só uma melhor amiga que  agora está em Portugal. Eu sofria Bullying na escola. Eu achava que nunca ia encontrar o meu lugar no mundo, nunca ia encontrar pessoas que gostassem de mim, mas hoje eu encontrei no Mackenzie. Eu me encontrei na faculdade.Então, a minha maior aventura está sendo a faculdade”, explica.

A jovem gosta da faculdade e de fazer jornalismo. O que a fez escolher jornalismo foram seus pais. “Os meus pais se conheceram em uma redação de jornal e como essa é minha história de amor preferida, eu queria fazer jornalismo por causa disso, sabe? Porque como os dois se conheceram lá, meu pai era jornalista, minha mãe não é mais porque está aposentada. Eu queria fazer a mesma coisa. E eu gosto muito de escrever. Crônicas. E também de saber um pouco da vida das pessoas e por isso que jornalismo caiu que nem uma luva para mim”. A paixão por escrita a fez ter um sonho de escrever um livro de crônicas. “O meu melhor amigo fala que minha vida é igual a uma série, e eu pensei ‘mas não é?’ Ai eu comecei a escrever várias histórias que aconteceram comigo e com outras pessoas. E eu queria que isso desse certo, sabe? No momento esse é o meu maior sonho”. 

Por último, ela fala de sua experiência na Redação Virtual. Paola é ex-líder da Share. “ Eu cresci muito dentro da Rv. Eu era muito insegura.Dentro de lá, eu entendi muito bem quem eu era, o que eu gosto de fazer  que é conhecer pessoas. Eu era líder da Share né. Caiu na minha mão. Eu sou muito grata. Tudo que eu aprendi, os amigos que eu fiz. O processo seletivo que é cansativo, mas vale a pena quando está pronto. Você cresce, conhece pessoas, aprende a ser uma pessoa melhor, tanto no pessoal quanto no profissional”. Paola, com apenas 21 anos já viveu muitas experiências e sonha muito com a vida, que assim como ela, é infinita.

Para ler um perfil de Paola, clique aqui 😉

 

“Eu tocava piano no prédio 1 e ela me ouvia”, diz Daniel Vargas Fabra Moraes sobre como conquistou sua namorada, Luiza Rey Granero. A jovem que ouvia “melodias emocionantes” da autoria do próprio namorado, relembra a cena: “ Ahh, eu adorava vê-lo tocando piano, eu lembro que não pode sentar no prédio 1. O tempo inteiro que ele tocava, eu ficava em pé, olhando”.

Ambos estudam jornalismo e estão no terceiro semestre. Ela tem 19 anos, ele 18. Ela veio de Santos, escolheu o Mackenzie porque queria morar em São Paulo. Ele, nasceu aqui, escolheu a instituição por ser filho de uma funcionária e pelo Mackenzie ser uma ótima faculdade.  Luiza, explica como se apaixonou: “Eu e o Daniel entramos em 2017, nós éramos da mesma sala e eu gostava muito dele. Eu gostei dele, antes dele gostar de mim e aí começamos a andar juntos e sair depois da aula. A gente começou a se aproximar, ele sempre me levava para o metrô depois da aula”. (Na época não tinha a estação Mackenzie).

“Chegou uma hora que eu comecei a gostar muito dela. Eu sabia que ela gostava de mim porque era meio óbvio. Ah, ela demonstrava. Sempre queria ficar comigo. A gente estava no prédio 1 e ela sempre queria ficar do meu lado. A gente sempre saia juntos”, revela Daniel sobre como começou a gostar de Luiza. E foi em uma dessas saídas, que aconteceu o primeiro beijo do casal.

“A gente demorou muito para dar o primeiro beijo. Foi no dia 2 de maio. Foram 3 meses”, relembra Luiza.  “Teve um dia que eu a levei para o Parque Buenos Aires. Saímos da aula e fomos para o parque. Sentamos em um banquinho, nesse banquinho ficamos em silêncio por dois minutos”. Luiza, estava envergonhada na ocasião. “Eu sabia que ele queria me beijar, porque era muito óbvio. Ele sentou de um lado do banco, eu sentei do outro e ficamos em silêncio.”, diz.  “Ai eu olhei para ela e perguntei ‘e ai Luiza, quando a gente vai se beijar?’”, completa o Daniel.

O casal decidiu esperar um tempo para oficializar o namoro, esperaram 2 de setembro para atualizar o status no facebook. Eles adoram discutir política.  E tem algumas diferenças de opiniões, em relação a tudo. Ela ama chocolate, já Daniel só gosta do chocolate branco. O que para ele, não é considerado chocolate pois “ é feito com a gordura do cacau”.

Mas, a principal diferença de opiniões não é sobre o gosto de chocolates e sim se irão ou não fazer uma festa de casamento. “O Daniel quer muito fazer uma festa de casamento, mas eu não quero fazer festa de casamento porque eu acho que é perda de dinheiro”, diz Luiza que prefere viajar para Disney. Quando questionados se pretendem ter filhos e se preferem menino ou menina, Daniel responde: “Três filhos, o que vier está valendo”.

Por último, a Luiza finaliza com uma mensagem: “eu acho que vocês tinham que procurar pessoas que realmente se importem com vocês. Não procurem pessoas aleatórias para beijar na balada, procurem alguém que vocês realmente amem. E vocês serão muito mais felizes”.  Assim como Luiza e Daniel, que se encontraram no prédio 1, ao som de melodias emocionates. 

“‘Have courage and be kind’. Significa ‘Tenha coragem e seja gentil’. Eu me prendi muito nessa frase quando eu me mudei para São Paulo. Encare um mundo com sorrio e só vai”, revela Isabelle Formigari Gandolphi de 19 anos.

Caçula de dois irmãos, está no quinto semestre de jornalismo e escolheu o curso por causa deles. O do meio fez publicidade. “O  mais velho fez jornalismo e eu já fiz o perfil dele para a Share”, divulga. Ela é ex- líder da editoria e conta sobre seu aprendizado na Redação: “Foi onde eu aprendi a ser líder. Aprendi a mandar, a obedecer. Aprendi a ter responsabilidade com data”.

Uma das experiências na Redação que mais a marcou foi “o dia que a gente concluiu o processo de 2017. O último dia do processo, foi o dia que a gente se olhou e falou. ‘Acabou’. Aí todo mundo se abraçou e comemorou”.

Já o que a levou a escolher a faculdade, também foram os irmãos. “Eu escolhi o Mackenzie porque por uma tradição de família. Os meus dois irmãos fizeram e eu vim pequenininha matricular meu primeiro irmão, aí eu olhava e queria ficar. Então, na época do vestibular nem quis prestar  para outra faculdade”, diz.

Ela também conta da mudança de sua cidade natal, Amparo para São Paulo e sua aventura andando de metrô. “Primeiro dia que andei de metrô. Fui sozinha para Santo André. Ai eu me deparei com a realidade de São Paulo. Foi aí que eu me toquei que eu estava em São Paulo”.

A estudante fala de jornalismo político, sua disciplina favorita. E a   importância do jornalista brasileiro nesse ramo: “Levar informação para as pessoas. No Brasil é escasso de informação, principalmente política que é baseado no aqui e agora”. Principalmente na era das fake news. “Por conta da tecnologia é importante ficar sempre atento ao que se está lendo. E nós como jornalistas sempre muito responsável pelo que estamos publicando, sempre apurando ao máximo para passar uma informação verdadeira”, continua.

Por último, ela fala do seu futuro.  Pretende voltar para o interior, “aposentada talvez” e gostaria de morar em Nova York. Mas quando é questionada de como se imagina daqui a quatro anos, responde: ” quatro, cinco, dez? Não sei”. Independente de onde esteja morando ou trabalhando, Isabelle sabe que para ter sucesso precisa de coragem e gentileza.

“O jornalista tem que ser curioso, tem que ter vontade de aprender e tem que ser uma pessoa muito disposta a conhecer realidades diferentes”, é o que diz o professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie André Cioli Taborda Santoro.

Atualmente com 43 anos, o jornalista foi um dos primeiros professores a fazer parte do curso de jornalismo do Mackenzie, que começou em 2003.

O professor conta que optou pelo curso de jornalismo devido ao seu gosto pela escrita. “Eu escolhi fazer jornalismo porque eu sempre gostei muito de escrever. Nunca tive o sonho de ser repórter, fazer matérias, nada disso. Depois que comecei a trabalhar que fui pegando o gosto pelo trabalho jornalístico de fato”, relata.

Graduado pela Universidade Federal de Fluminense, em Niterói, município do Rio de Janeiro, André se formou com 23 anos e logo passou no curso da editora Abril para trainee, fazendo com que se mudasse para São Paulo capital.

Em seu início de carreira, o educador relata ter passado por algumas dificuldades, mas nada que o tenha desanimado. “Eu passei os perrengues que todo repórter que está começando passa. Ganhava relativamente pouco, ainda tinha dificuldade para me adaptar à nova cidade. Mas nada disso me fez desistir. Aos poucos eu fui me adaptando”, conta.

Como jornalista, trabalhou principalmente na Editora Abril, nas revistas Superinteressante e Veja. Além disso foi assessor para a prefeitura de São Paulo.

Com o tempo, começou a se afastar um pouco das redações e por isso decidiu ingressar na carreira acadêmica. Começou o seu mestrado em 2002 e, em 2003, um de seus professores o chamou para lecionar na UPM, onde ministra suas aulas até hoje.

Por fim, Santoro demonstra estar feliz com a sua carreira acadêmica e deixa uma dica para os jovens que estão começando o curso de jornalismo. “Se eu pudesse dar uma dica para os novos jornalistas eu diria para que eles não se sintam muito confortáveis com aquilo que já sabem e com as experiências que já tiveram. Acho que o jornalista precisa estar buscando sempre compreender o mundo”, diz o professor.

A Share Your Story já fez outros perfis de professores do Centro de Comunicação e Letras do Mackenzie. Você pode conferir as outras matérias clicando aqui

“A gente tinha um pé de abacate em casa. Quem o plantou fui eu.  Cresci vendo aquele pé de abacate. Eu lembro de um dia, meu pai pegando os três últimos abacates daquele pé, saindo para a feira que era do lado de casa. Eu sai uns 20 minutos depois para ir para escola, ai eu passei por ele e o encontrei na entrada da feira com um caixotinho de verdura que ele tinha pedido para alguma banca lá, com os três abacates na entrada da feira tentando vendê-los”, relembra com emoção o professor Marcio Katzulo Juliboni. Ele conta das dificuldades que passou na adolescência:”Ficamos em uma situação bem ruim a ponto de ir morar de aluguel, de família precisar ajudar e a ponto da gente só ter o de comer porque o vizinho começou a dar cesta básica para a gente”.

Essa situação o motivou a prestar vestibular. Ele considera isso como a sua maior aventura: “ A minha aventura foi essa de ter que superar uma situação”. A carreira escolhida foi jornalismo. Trabalhou em maior parte da sua vida com jornalismo econômico. Já trabalhou em portais como Exame, Istoé e Gazeta Mercantil. Hoje dedica o seu tempo dando aulas no Mackenzie. O jornalista conta, de uma vez em que estava chateado pois os alunos não estavam prestando muita atenção em sua aula. O assunto era formação de identidade. Até que no final da aula uma aluna lhe entregou um pequeno bilhete escrito:‘ Professor eu não sabia porque que eu tinha que vir para a aula hoje, mas eu sabia que eu tinha que vir. Muito obrigada por explicar uma coisa que estava me incomodando tanto e que agora faz tanto sentido para mim. Eu aprendi hoje que eu não sou louca e que eu estou sentindo, outras pessoas sentem também.’ Juliboni lembra feliz o conteúdo do papel e diz: “Se eu puder ajudar uma pessoa por semestre a compreender o mundo melhor, eu já me dou por satisfeito. É isso que me tira da cama de manhã”.

Ele fala também sobre a cultura nerd, muitas vezes presentes em sua aula: “Eu não vou dizer que sou um geek de carteirinha, mas eu me definiria como um nerdzinho. Gosto de ficção científica, ficção, etc. Mas eu não tenho tempo. Só assisti até a terceira temporada de Black Mirror”, lamenta o professor. Você pode ler uma matéria sobre essa série clicando aqui. Por último, ao ser questionado de sua frase favorita, ele mostra sua mão e três  anèis cada um em um dedo. Depois, responde em tom de brincadeira: “Isso aqui que eu uso, não é só estética de tiozão em crise de meia idade. São três acordos que fiz comigo”. Cada um representa uma frase. ‘Contorne o vazio pelo verso’ que é de um poema meu. ‘se podes olhar vê e se podes ver repara’, que é do Saramago. E ‘Sonhar é voar fora da asa do manoel de barros’. São três ensinamentos que o Professor de 44 anos leva com ele para não se esquecer de suas motivações. Assim como os três abacates que lhe ensinaram a lutar pelos seus sonhos.

 

 

 

 

 

“Aos 18 anos me tornei mãe. Nasci em São Paulo e estudo jornalismo (…) Tento conciliar da melhor maneira possível meu tempo entre trabalho, faculdade, Benício e namorado, tempo para estudar e coisas a parte. O Benícinho mudou minha vida completamente e trouxe comigo um mundo inteiro para compartilhar” – Julia Taschetto, 19 anos, Blog: Mamãe com Lábia

Como você descobriu estar grávida?

Eu sempre tive a minha menstruação super regulada, antes de descer eu tive um pressentimento de estar grávida e na mesma hora pensei “eu tô louca, imagina”. Comentei com as minhas amigas na faculdade sobre o atraso que não era normal, fora o pressentimento que tive. Minha amiga comprou o teste para mim porque eu não tive coragem de comprar. Caso o resultado fosse positivo apareceria uma cruz no teste mas só apareceu uma linha, então pensei que tudo bem, eu não estava grávida. No outro dia de manhã ainda não tinha descido e eu continuei pensando que tinha alguma coisa de errado, ai eu fui olhar o teste de novo e vi que tinha aparecido um risco bem fininho formando uma cruz. A gravidez era tão recente que nem tinha hormônio suficiente para formar a cruz na hora. Contei para a minha melhor amiga e compramos outro teste para ter certeza, dessa vez na hora deu positivo. Eu liguei pro meu namorado e falei “Wel, vem aqui para casa e traz um teste de gravidez porque eu acho que tô grávida”. Esse teste também deu positivo na hora. Eu, ele e minha amiga ficamos um tempo só nos olhando sem saber o que fazer. Nos dois primeiros meses eu fingia que não estava grávida, mas ao mesmo tempo, eu fazia todos os exames porque meu filho não tem nada a ver com isso, não podia ser inconsequente. Sempre foi meu sonho ser mãe nova, mas nova tipo 25 anos, não 18 né.

Como você contou para a sua família sobre a gravidez?

O meu namorado foi muito compreensivo, a gente se dá super bem e ele é um pai mega presente. Apesar do susto nós queríamos encarar isso juntos. Quando eu estava com dois meses eu acabei contando pro meu pai, mas foi sem querer. Eu estava brigando com meu irmão e estava muito nervosa, coisa que eu não podia estar. Eu lembro que ele bateu no meu braço com uma colher de pau e quando eu liguei pro meu pai pra falar sobre a briga ele ficou do lado do meu irmão, eu involuntariamente falei “Mas eu tô grávida, ele não pode me bater porque eu tô grávida”. Eu já esperava que meu pai aceitaria melhor, ele teve uma reação mais calma porque ele e muito afetivo. Eu desliguei o telefone e ele me ligava sem parar, eu não tinha coragem de atender e rejeitava todas as ligações mas uma hora eu tive que atender e contar. Ele perguntou se minha mãe sabia eu falei que não e que não queria que ele contasse. Eu estava completando quase 6 meses de gravidez e conversava com o meu pai sobre como contaria pra minha mãe. Por coincidência na mesma hora ela ligou para ele pra falar algo sobre o meu irmão e acabou comentando que eu estava tão gorda que parecia estar grávida, meu pai falou “Patrícia, não parece que ela está grávida, ela está grávida”. Eu estava na aula nesse dia e ela não parava de me ligar e eu desligava sem coragem de atender, enrolei muito pra ir pra casa nesse dia. Quando eu entrei em casa ela berrava muito, estava muito brava. Só depois que meu tio e minha madrinha conversaram com ela e acalmaram-na eu pude conversar numa boa. Me perguntou o porquê de eu ter escondido dela, aliás, esse foi o motivo de ter ficado tão brava, eu estava com quase 6 meses e contei pro meu pai e não contei pra ela. Mas depois que a gente conversou ficou tudo bem e no mesmo dia ela me deu uma roupinha pro bebê, marcou um ultrassom pro dia seguinte. A partir daí ela aceitou, contou pra família, queria contar pra todo mundo no emprego, postar no facebook, queria que eu tirasse várias fotos.

O que mudou na sua rotina depois de ter filho?

Mudou completamente! Principalmente em relação a faculdade, eu tive que trancar pra me dedicar a ele e foi a melhor coisa que eu fiz. Agora meu tempo é limitado, eu acordo, deixo ele na creche às 7 horas, vou pro trabalho e depois pra faculdade. Quando chego em casa eu sou toda do meu filho, um filho exige atenção e eu faço questão de dar. A rotina não me deixa muito tempo para estudar, por isso eu tenho que prestar atenção na aula, esse e o único tempo que eu tenho para absorver o conteúdo. Quando eu tenho trabalhos externos da faculdade, por exemplo, eu tenho que deixa-lo com a minha mãe mas eu não gosto de pedir. O tempo que eu tenho extra é meu tempo de estudo e outras coisas que tenho pra fazer. Se você se esforçar até que dá para conciliar tudo sim até porque eu não deixei de fazer nada, eu vinha pra faculdade, fazia todos os trabalhos e dirigi até a última semana de gravidez.

Em relação ao lazer, o que mudou depois que teve o Benício?

Mudou muito! Eu era a pessoa que mais saia no mundo e agora quando eu saio eu procuro fazer programas que eu consigo inclui-lo. Tive que abrir mão de algumas saídas e tenho muita sorte por ter um namorado companheiro, se eu não saio ele fica comigo e sempre me ajuda com meu filho. Claro que se acontecer de eu ter muita vontade de sair eu deixo ele com a minha mãe e eu não volto tarde porque ele acorda muito no meio da noite e é chato deixar isso pra minha mãe. Eu tento ir em lugares que dê pra leva-lo como casa de amigas ou restaurantes, e se eu vou em algum lugar a noite eu sempre respeito o horário dele de dormir. Às vezes eu sinto falta de ir em alguns lugares mas não gosto de ficar pedindo favor pra outra pessoa cuidar dele porque ele é muito pequeno, tem só dez meses e ainda depende muito de mim. Com certeza quando ele fizer uns dois anos eu vou ter mais liberdade pra sair porque ele vai ser mais independente de mim.

Quais são seus planos para o futuro, tanto profissionais como pessoais?

Agora eu estou mais preocupada em estudar e me formar bem, porque se eu conseguir uma boa formação e boas notas algum professor pode me indicar para um estágio e eu preciso disso mais do que qualquer outra pessoa, porque eu tenho um filho pra cuidar. Quero conseguir um bom emprego pra ter condições de sair da casa da minha mãe e ter minha casa própria. Eu tenho um blog onde falo sobre maternidade e tenho planos pra transforma-lo em um meio jornalístico. Recentemente não estou tendo muito tempo pra escrever mas assim que tiver tempo quero investir nisso. Estou vendo de abrir uma marca de roupas com meu namorado porque agora que eu tenho meu filho eu penso muito no dinheiro e procuro fazer alguma coisa paralela pra conseguir dinheiro extra porque o que entrar de dinheiro extra é benefício pro meu filho.

Como foi para você se vestir durante a gestação? Foi difícil conciliar conforto e estilo?

Foi um inferno! Parecia um trapo! Eu nunca fui muito magra mas quando eu engravidei eu engordei 15 kg, então minhas calças que eram 38 não cabiam mais e como minha mãe não sabia eu não podia ficar comprando roupas muito grandes. Então eu me adaptava com o que tinha, eu usava muita legging, camisetão, saia e vestido. Quando minha mãe descobriu estava chegando o inverno e eu precisei comprar roupa. Comprei calça jeans em loja de gestante e também pude comprar roupas mais justas que marcavam a barriga. A roupa de gravidez é um saco, são roupas largas, muitas peças precisavam de ajuste porque ficavam boas na barriga e não ficavam boas no peito ou as calças ficavam muito apertadas no quadril. Calcinha e sutiã tive que comprar tudo novo, e depois que ele nasceu ficou pior ainda, o pós parto é horrível. Eu estava muito debilitada porque fiz cesárea então tem o corte da cicatriz e seu corpo está passando por grandes mudanças. O pior de tudo é para amamentar porque precisa ser uma roupa de fácil acesso, fora que os sutiãs de amamentação são horríveis! Ou são bege ou rosa com corações, o mais ok que achei foi um branco com listra azul, e eles não são baratos. Então era difícil encontrar uma roupa que se adeque ao que eu preciso no momento, seja bonita e barata, porque o que é bonito e prático não é acessível. Era muito difícil conciliar estilo e conforto, e eu acabava optando pelo conforto.

Então, a forma como você se vestia afetou a sua autoestima?

Muito! Principalmente por causa das roupas, eu pensei “Não é possível a mulher estar numa situação péssima, debilitada, com o emocional abalado e não encontrar peças de roupa que a façam se sentir melhor, mas sim roupas que a deixam pior”. Os melhores sutiãs que achei tinham cores básicas tipo preto ou branco e eram 170 reais, sem condições! Então eram sutiãs horríveis, aquela calcinha gigante e as roupas das lojas de gestante me deixavam parecendo uma vovózinha. Para mim que tenho 19 anos e namorado isso foi bem complicado. Eu queria estar bonita e eu não me sentia bem com a minha aparência porque não conseguia usar nada bonito, eu só comecei a usar umas roupas mais legais depois que eu voltei a trabalhar.

Qual dica de moda e beleza você daria para as futuras mamães?

O que eu aconselho é tentar achar um sutiã que não seja horrível, eu queria dar a dica de onde encontrar por preço acessível mas eu também não sei. A dica que eu tenho é mais pro parceiro da futura mãe. Ele tem que entender que não é desleixo da mulher, é um momento que vai passar e é complicado encontrar uma roupa bonita e prática, e a maioria das mães opta por ser prática e dar conforto pro seu filho. E para as mulheres não ficarem com a autoestima tão baixa eu aconselho que elas por exemplo, façam a unha ou arrumem o cabelo, passem um pouco de maquiagem pra sair, porque essas pequenas coisas mudam a sua autoestima. E ter uma pessoa do seu lado que não vai te julgar, como o meu namorado, é essencial. A minha dica é tentar focar nesses pequenos detalhes e não deixar de fazer coisas para você, e se no momento não der não se preocupe, porque daqui a pouco vai dar.

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Marcelo José Abreu Lopes, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, é graduado em Jornalismo pela USP. Nascido em São Paulo, conta que de certa forma sempre esteve ligado à profissão, embora nunca tivesse passado por sua cabeça que seria um jornalista. “Até o segundo ano do Ensino Médio, eu dizia que queria cursar Física Nuclear”, diz.

“Eu fazia jornal desde criança. O primeiro jornal que eu fiz eu tinha 4 anos. Minha família estava de mudança e eu peguei uma caixa de papelão, dobrei, rabisquei por dentro e por fora, e dei na mão da minha mãe com a seguinte frase: está aqui o meu jornal”, afirma. O jornalista conta que fazia jornais dentro de casa os quais obtiveram por um bom tempo uma periodicidade diária, isto é, todos os dias havia um jornal com novas notícias cujo título era “Notícias da Casa”.

Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, iniciou sua carreira na área de assessoria de imprensa. “Já trabalhei com conteúdo voltado para dentistas, depois trabalhei em uma revista voltada para o mercado petroquímico”, ressalta o professor.

“Entrei na área acadêmica por incentivo de antigos professores. Eles me diziam que eu levava jeito para o âmbito universitário, além de ter gosto por pesquisa”, e completa que nunca imaginou que seguiria por esse lado da profissão. Começou a trabalhar como professor na em uma outra instituição universitária de São Paulo, em que lecionou por aproximadamente 3 anos, além de criar o planejamento curricular do curso de Jornalismo desta universidade.

Iniciou sua carreira no Mackenzie em 2003. “Já faz 15 anos que estou aqui, nos quais já participei de muitos projetos e reformas curriculares”, afirma. Já organizou projetos de jornal impresso, revista, jornal on-line, entre outros, por todos os lugares que passou.

“Eu gosto de criar coisas. Criar projetos e publicações em um ritmo jornalístico”. O professor afirma que não se vê em outra profissão. Duas coisas o move: a educação e o Jornalismo.

Clique aqui para ver o perfil do professor Fernando Pereira.

Valentina Rosa de Aquino é uma estudante de jornalismo apaixonada por natação. Segundo ela, a natação é: “  um esporte muito bonito”. Ela nada desde pequena e esse sempre foi seu maior hobbie. Isso mudou quando ela entrou para a Tubateria. Hoje, “a bateria é o meu maior hobbie”.A nova atividade fez a estudante desenvolver sua mais recente paixão: torcer no Juca.

A mackenzista conta como decidiu entrar para a Tubateria: “quando entrei no Mackenzie eu falei para mim mesma que eu ia entrar na bateria. Fui com a cara e com a coragem, eu não desisti porque não tinha ninguém conhecido”. Depois ela conta do seu primeiro Juca, ano passado: “ Fui sozinha, não conhecia ninguém, só meia dúzia de pessoas da bateria, quando eu cheguei lá acabei conhecendo todo mundo e a bateria é uma grande família, eles me abraçaram de uma forma que eu nem imaginava”.

Valen, como suas amigas a chamam, gostou tanto do Juca que  as convenceu a entrarem para a bateria. Neste ano, todas foram para o evento que foi “três vezes mais incrível”, já que a estudante estava com suas amigas.

Mas não são só as amizades que fazem do Juca uma experiência incrível para alguém da bateria. “A vibração de você estar ali na torcida… as vezes você nem presta atenção no jogo. Você está tão preocupado em tocar direito. Eu não me imagino fazendo outra coisa nos jogos”, conta. “Eu não sei explicar muito bem a sensação de estar lá, mas é tudo muito bom. É sempre você com seus amigos, curtindo. Ai você vai para jogo, fica triste quando perde, feliz quando ganha. A gente faz o ‘loco, loco’”, relembra com brilho nos olhos.

Valen também fala sobre a escolha do curso: “Eu sempre quis trabalhar na radio ou na TV. Minha segunda opção de curso era rádio e TV, mas eu achei que o jornalismo ia abrir mais áreas para mim”. E o porquê de escolher o Mackenzie”quando eu conheci o Mackenzie eu me apaixonei por aqui. Não me arrependo da minha escolha, o Mackenzie é uma ótima faculdade. Eu vim no Mackenzie day e fiquei encantada com os estúdios de radio, televisão e fotografia. Eu nunca me imaginei estudando no Mackenzie, mas hoje não troco por nada”.

A estudante de 19 anos revela, também, que quer trabalhar na “Jovem Pam. Na TV, acho que em qualquer lugar, Globo, Sbt, qualquer lugar”. Por último, conta que gostaria de conhecer o mundo. “Um lugar é muito complicado para mim, porque quero viajar o mundo todo”, brinca quando é questionada de que lugar queria conhecer. ” Mas eu queria ir para praias do  Hawaii ou Caribe”. Assim, quem sabe ela poderá realizar a sua paixão mais antiga: nadar. 

 

 

 

A estudante de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Renata Canivezo, diz que, ao escolher seu curso, acreditava no poder do jornalismo em formar opiniões positivas para o mundo. Gosta de viajar e já teve experiências sensacionais no deserto do Saara.

“A universidade proporciona o convívio com pessoas diferentes do seu mundo e estilo de vida, isso fez com que eu crescesse e aprendesse a respeitar os ideais do próximo”, afirma. Ainda diz que gosta do curso e das matérias que o compõe, entretanto, aponta algumas melhorias a serem feitas.

Renata contou um pouco sobre sua viagem de intercâmbio, feita por meio da universidade. “Quando viajei para o Marrocos, durante meu intercâmbio acadêmico no Porto (participei da bolsa Ibero-Americanas), tive a oportunidade de dormir no deserto da Saara e ver uma estrela cadente. Nunca me esquecerei desse momento e do pedido que fiz”.

Tem como hobbies escrever para seu blog pessoal, chamado Peregrina de Papel, fotografar e viajar. Procura frequentar lugares culturais, como os SESCs, parques e cinemas. “Meu maior sonho é conhecer todos os países do mundo”, completa “no momento trabalho com jornalismo de viagem e espero continuar na área”.

Beatriz Freitas Veras Cruz é uma menina sonhadora. Ela está no terceiro semestre de jornalismo e almeja trabalhar com esportes. “Em 4 anos, eu me imagino trabalhando para conquistar meu lugar ao sol. Meu sonho, e o que seria o ideal pra mim, seria estar trabalhando em algum canal relacionado a esportes, ou até dentro da área de comunicação de algum time europeu”, conta.

A mackenzista ama futebol e torce para o São Paulo, apesar disso o seu ídolo é o Neymar. Gosta tanto do jogador que escolhe uma de suas frases como preferidas: “‘Tô’ chegando com os refris, rapaziada”. Além de assistir jogos, a estudante gosta de “escrever, ler, escutar música e ver muitos filmes”.

E foi, justamente a paixão pela leitura e escrita que a fez escolher jornalismo. “Eu escolhi meu curso porque gosto muito de ler, de escrever e sou curiosa”, diz. Seus livros preferidos são: O Menino do Pijama Listrado e O Apanhador no Campo de Centeio. “Não consigo escolher entre os dois”, revela. Outro motivo que a levou escolher jornalismo foi a abrangência da profissão. “Você pode trabalhar com os assuntos que quiser: de política a esportes”, continua.

No Mackenzie, ela já viveu bastante aventuras com seus amigos. A principal foi precisar refazer uma revista, que demorou seis meses para ficar pronta, em dez horas! Imagine o desespero delas quando viram que o trabalho não estava abrindo no computador… ” Ficamos (ela mais três amigas) das 10 da manhã até as 10 horas da noite fazendo o trabalho”, relembra. Mas, valeu a pena. Tantos trabalhos e experiências a fizeram amadurecer. “Cresci demais pessoalmente desde que entrei na faculdade. Sou mais madura e bem mais responsável”, responde ao ser questionada do que mudou desde a entrada na faculdade.

Bia, conta também, sobre seus lugares favoritos no Mackenzie:  “o bosque de arquitetura, a biblioteca e as praças de alimentação”, brinca. Já, fora da faculdade, seu lugar favorito é Riviera de São Lourenço. “Tinha um apartamento lá e sempre que eu posso, volto pra visitar meus amigos”. 

Por último, ela fala dos seus sonhos. “Um dos meus maiores sonhos, desde pequena, era entrar na faculdade”. Contudo, ainda existem sonhos que a estudante não pode realizar: “fazer um mochilão pela Europa e morar fora”. Entre sonhos realizados e almejados, Bia sonha com que todos sonham, um lugar ao sol.

 

 

Lucas Souza, estudante do curso de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, nos conta nesta entrevista sobre suas escolhas e suas lutas dentro do âmbito acadêmico. O estudante de 23 anos nasceu na Bahia e hoje mora na capital paulista. “Escolhi o curso pois tinha algumas facilidades, como a leitura e escrita, necessárias para realização do curso. Além disso, sempre gostei da ideia de ser um operador do Direito”, diz.

“A universidade mudou minha visão sobre muitas coisas, me deu uma estrutura teórica e crítica para entender o mundo e a sociedade”, diz o aluno. “O Mackenzie me permitiu ainda conhecer e fazer parte do Afromack, coletivo negro idealizado por alunos pertencentes à instituição”. O entrevistado diz que o coletivo lhe deu forças para continuar a frequentar o curso e a universidade. Quando Lucas foi aprovado no curso de Direito da UPM, não acreditou no que estava acontecendo e passou uma semana comemorando.

O estudante diz que já se decepcionou algumas vezes em relação à profissão, principalmente pela realidade que se encontra instalada no Brasil, em que muitas ferramentas do Direito têm sido usadas para a legitimação de absurdos. “Além disso, basta olhar com um pouco mais de crítica para o nosso complexo de leis, judiciário e tudo que compõe esse sistema que perceberemos que é através dele que se legitimam e perpetuam desigualdades em nosso país”, completa.

Gosta de ler, ouvir música, dançar e ver séries. Tem como aspiração de vida Annelise Keating, protagonista da série How to Get Away with a Muder, um seriado que trata de eventos envolvendo o curso de Direito. “Meu sonho é ver pessoas negras  e mulheres usufruindo dos mesmos direitos que os homens brancos privilegiados usufruem. E viver em uma sociedade melhor, este é o meu sonho”, afirma.

“Sempre gostei de esportes e de me comunicar, a partir daí eu vi a possibilidade de fazer jornalismo, me tornando um jornalista esportivo”. É o que diz Klauber de Souza Pavesi Barreto, 20 anos, estudante do segundo semestre de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Nascido no Rio de Janeiro, sua decisão de vir para São Paulo estudar no Mackenzie veio através de pesquisas sobre o curso e as faculdades que ele poderia escolher. Sua escolha foi certeira. Prestes a completar 1 ano dentro da universidade, o estudante diz estar satisfeito. “Estou gostando bastante, é o que eu imaginava”, conta

Seus principais hobbies incluem jogar futebol, cozinhar e viajar. O carioca conta ter viajado bastante e ter um carinho especial por sua passagem pela Disney, junto com sua família, na época em que tinha 15 anos. Além disso, gosta também de ir aos estádios assistir jogos de futebol, ir ao cinema e assistir séries.

Torcedor do Flamengo, maior torcida do Rio, Klauber possui o sonho de narrar uma final do campeonato Mundial de Clubes entre Flamengo e Barcelona, algo que a princípio parece diferente, mas que saiu com grande entusiasmo da boca do futuro jornalista.

Por fim, após se formar, o mackenzista pretende se tornar narrador ou repórter da área esportiva. “É o que eu me vejo fazendo”, diz. Conta também que espera por um bom retorno financeiro, mas que isso não seria sua prioridade, pois ao estar trabalhando dentro da sua área de conforto, bastaria.

A Share Your Storie possui outros perfis de estudantes de jornalismo. Você pode conferir clicando aqui.

Eduarda Ramos da Silva, 18 anos, está no segundo semestre da faculdade e pretende ser jornalista. Ela é youtuber e conta com orgulho que é prounista. Ao ser questionada de como conseguiu a bolsa ela não perde tempo e se divulga: “eu tenho um vídeo no youtube falando sobre isso, lá eu conto toda a minha experiência e para ver é só clicar aqui“.

Ela faz parte da família RV e é a líder da da Faço Arte, para buscar inspirações a mackenzista gosta de frequentar o bosque da FAU. “Lá tem muita árvores e ambientes muito legais de se fotografar, além de ser bem confortável”, elogia. Para ela, o lugar é bom para se treinar fotografia e “é bem bonito ficar cercado de coisas verdes quando você mora em uma cidade cheia de prédios”.

A estudante fala das transformações que passou desde que entrou na faculdade: “eu aprendi a ver algumas pessoas de uma maneira diferente”, diz. Ela reflete sobre o  futuro e revela que pensa em fazer outra graduação: “talvez design, talvez artes visuais, talvez publicidade e propaganda”. Mas em relação ao com  o que estará trabalhando, ainda tem dúvidas.

Eduarda, conta também, sobre a experiência de ser representante de sala: “Eu gosto bastante de ser representante porque quando eu entrei na faculdade, eu entrei com o intuito de ser referência. Eu sei que eu tenho uma capacidade muito boa de me comunicar com os outros e sendo representante eu posso levar isso adiante e ajudar as pessoas de alguma maneira”.

Por último, Duda fala sobre a responsabilidade social do jornalista”O Brasil está passando por um momento muito polarizado e o jornalista é um formador de opinião. Então, se ele, por não ser imparcial falar a opinião dele, ele acaba influenciando pessoas, que influenciaram outras pessoas”. Ela também fala sobre empatia. “é muito importante o jornalista se colocar no lugar do outro e ver o que ele tem para falar”.

Para ver um post da Duda é só clicar aqui

A estudante de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Beatriz Miziara Gomes, 19 anos, está no 2º semestre do curso e conta o quanto se sente feliz com a faculdade e se sente segura para o futuro. “Cada dia que passa me apaixono mais pelo curso que escolhi. Os professores são incríveis e fazem as aulas serem mais incríveis ainda, o conteúdo torna-se algo com gostinho de quero mais”, diz.

Nascida na cidade de Barretos, interior de São Paulo, a universitária se mudou para a capital no primeiro semestre de 2017 e desde então passou a morar sozinha. ”A liberdade e independência são as melhores partes”, em contrapartida, Beatriz diz que ainda estranha um pouco o fato de morar sozinha e numa cidade completamente diferente de onde vem.

“Fiz um intercâmbio para a Flórida durante meu ensino médio. Conheci muita coisa, fiz grandes amigos que vou levar para a vida, além de ter um estilo de vida completamente diferente ao que tinha”. Em relação à faculdade, Beatriz conta que deseja estudar em Portugal num futuro próximo, na Universidade de Coimbra, por ter uma escola de direito bastante tradicional, de excelente qualidade e o Mackenzie oferece essa oportunidade. Ela também sonha em fazer um mochilão pela Europa para conhecer museus, ver várias perspectivas de arte e conhecer pontos históricos.

“Gosto muito de desenhar, pintar e grafitar, e sempre tive afinidade com artes plásticas, embora trate somente como um hobby”, conta. A entrevistada diz que sempre anda com um moleskine em mãos para nunca perder a oportunidade de expressar suas inspirações.

“Meu maior sonho é me sentir realizada em todos os aspectos. Poder estar satisfeita comigo mesma, com a minha vida profissional” e completa “estudar o que você gosta torna tudo mais fácil e mais simples”. Ela ainda diz que pretende fazer uma pós-graduação e um segundo curso universitário no futuro.