Brexit: Fique por dentro do que está acontecendo na política europeia

Entenda o que há por trás dessa expressão que está dando o que falar no mundo inteiro

Por: Emilly Nascimento

A expressão “Brexit” nada mais é do que uma abreviação da frase British Exit”, ou seja, saída britânica. A palavra é utilizada para se referir ao acordo de saída do Reino Unido da União Europeia. Mas afinal, o que é a União Europeia?

União Europeia (UE) é um bloco econômico constituído por 28 países europeus, sendo eles: Alemanha, Áustria, Bélgica. Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca. Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria. Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polônia, Portugal, República Tcheca. Romênia, Suécia e Reino Unido (que está em processo para sair). A sede da organização fica em Bruxelas, na Bélgica. Já o Reino Unido é uma união de quatro países: Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales.

Foi realizado em junho de 2016 um plebiscito para decidir a permanência do Reino Unido no bloco econômico. Dessa forma, 51,9% dos votos foram à favor do Brexit e 48,1% contra. A maior parte dos cidadãos da Inglaterra e do País de Gales votaram em favor do “divórcio” entre Reino Unido e UE. Enquanto a maioria da população da Escócia e da Irlanda do Norte preferiram a permanência do conjunto no bloco econômico.

Após o plebiscito, entrou em discussão a forma como o Reino Unido deixaria a UE, ou seja, quais seriam os acordos que seriam mantidos ou modificados em decorrência do Brexit. A primeira-ministra Theresa May, sugeriu acordos para solucionar os conflitos porém os mesmos foram rejeitados três vezes.

Nesse acordo estava incluso o valor que o Reino Unido teria de pagar para a União Europeia por quebra de parceria (aproximadamente 39 bilhões de libras). Além disso, os cidadãos britânicos que moram em outros países teriam os seus direitos mantidos e vice-versa. Outras medidas econômicas. Como por exemplo, aderir um período de transição para que as empresas e comércios se adaptem à essa nova realidade também foram colocadas em pauta no acordo.

Os maiores conflitos em relação ao assunto estão sendo gerados por conta das mudanças que possivelmente ocorrerão caso o Brexit seja levado adiante. Sendo assim, acordos comerciais, regras de imigração e relações trabalhistas serão possivelmente alterados por conta dessa separação.

Por conseguinte, caso o Reino Unido saia do bloco sem um acordo “no deal”, não haveria esse tempo de transição e adaptação. Dessa forma, o conjunto deixaria a UE de um dia para o outro, cortando abruptamente as relações com o bloco econômico. E inclusive, o Reino Unido chegou até a preparar a população britânica para caso isso acontecesse. Pois problemas como falta de fornecimento de energia, podem afetar muito a sociedade britânica.

O professor Vanderlei Dias da Universidade Presbiteriana Mackenzie, quando questionado sobre o assunto, expõe que: “Minha opinião é simples: fizeram uma grande besteira e não sabem como corrigi-lo. Provavelmente o próximo Primeiro Ministro vai jogar uma “pá de cal” nessa situação, saindo da UE. Mas é apenas uma simples opinião.”

Veja mais aqui