fronteira

Sem fronteiras

“Eu sou bem aberta, comunicativa e amigável. Eu geralmente não tenho medo, chego nas pessoas e falo, quero saber, me interesso. E quando eu quero alguma coisa, eu realmente vou atrás” diz Brenda Teixeira Sarmanho, 17, estudante do primeiro semestre do curso de Jornalismo, sobre si.

A mackenzista, apesar de ter nascido em Manaus, se considera paulista de coração. “Eu nasci em Manaus, mas eu vim para cá com um ano, então eu sou meio paulista (risos). Mas eu sempre vou para lá e tal. E adoro São Paulo.”

A escolha pelo Jornalismo e pelo Mackenzie tardou, segundo a jovem. Ela, porém, não se arrepende da decisão. “Eu demorei muito tempo para escolher o que eu queria. Meus pais deram a sugestão de Jornalismo por um acaso, porque eles sabiam que eu gosto muito de comunicação. Eu comecei a cogitar, ai escolhi o Mackenzie pela grade curricular. E agora estou curtindo muito, me surpreendeu. Eu gosto muito da infraestrutura, das aulas.”

Na verdade, a demora pela opção, tem dois motivos: A paixão de Brenda pela dança e seu sonho de morar fora do país.

Desde pequena, a futura jornalista é ligada as artes do corpo. Aprendeu jazz, hip hop e dança de rua. A profissionalização, entretanto, parecia uma realidade distante para ela. “Eu pensava em me profissionalizar em dança. Mas ficava muito preocupada com o mercado de trabalho. Então eu optei por alguma coisa que me desse mais base e opções de trabalho. Quem sabe eu não possa me especializar numa área de cultura ou até trabalhar com dança?

Durante o ensino médio, a estudante passou 10 meses nos Estados Unidos, para aprender inglês. “Foi a melhor experiência da minha vida, foi incrível! Eu aprendi e conheci muito, fiquei fluente no inglês. Apesar de eu ter ficado em um lugar muito diferente do que eu estava acostumada, depois dos meus primeiros 6 meses eu comecei a ficar fascinada e ter uma relação muito forte com as pessoas de lá, foi fantástico.” 

Mesmo que tenha ficado quase um ano em uma cidade com 300 habitantes, próxima da capital americana e de Nova Iorque, ela deseja passar mais tempo lá, através de outro programa de intercâmbio, ou quem sabe até morar no país.

Caso a jovem se mude, com certeza terá um lugar para ficar. Assim como pessoas para recebê-la no aeroporto, em especial uma delas: seu namorado. O laço criado com os habitantes da região enfrentou barreiras e, há 1 ano e 1 mês, a jovem está em um relacionamento a distância.

Ainda que eles não estejam próximos fisicamente, Brenda e seu American boy conversam diariamente pelo FaceTime, e ela parece lidar muito bem com a situação. “Ele veio para cá em janeiro, ficou mais ou menos um mês e adorou. É muito difícil, mas ele é uma pessoa muito importante para mim e eu não tenho interesse em outras pessoas aqui; para mim ele é suficiente. Mesmo estando longe, vale a pena. Óbvio que eu amaria tê-lo aqui, mas tento ver o lado bom das coisas. Sei lá, eu vou levando, e estou feliz.”

Fronteira nenhuma impede a futura jornalista de conquistar seus objetivos, cumprir suas metas e ser feliz. Nas palavras dela: “Tem uma frase em inglês que dizia que não existe limites. Mas que você pode sempre crescer mais, se aperfeiçoar mais.”

Beatriz Lia Santiago
Eu amo dançar e adoro começar me descrevendo a partir disso. Acredito que a dança, assim como a escrita são formas únicas de expressão. Sou geminiana e estou mudando sempre de ideia. Às vezes distraída, mas sempre pensando e produzindo mil coisas na cabeça.