Brechós: pagando bem, que mal tem?!

Se você, assim como eu, adora investir o orçamento em blusinhas e acessórios, mas nunca vê essa grana sobrar graças aos Xerox e salgados da faculdade (nunca os dois juntos), eu tenho a solução!

Brechós! De um tempo pra cá, esse tipo de pequeno empreendedorismo acabou ganhando popularidade por diversos fatores. Um, claro, é a economia óbvia que se faz ao adquirir uma peça que já foi utilizada por alguém. Outro motivo, é a exclusividade. Atualmente, as lojas fast fashion e lojas de departamento como Forever 21, Renner e C&A, cresceram no mercado da moda, produzindo muita mercadoria. Isso, ainda que positivo, gera um esgotamento de tendências e modelos. Os brechós, justamente por venderem coisas que não foram compradas recentemente, trazem um ar mais retrô para o seu armário.

A desculpa de que brechó só tem roupa brega está fora de cogitação. Primeiramente pelo fato de que cada um tem seu gosto particular. Se aquela peça já não é mais o seu estilo ou não te cai mais não bem, talvez ela seja perfeita para outra pessoa. Sem contar que a moda, ainda que se reinvente constantemente, vive trazendo tendências antigas e eu duvido você discordar usando seu choker e sua blusa de veludo.

Aqui perto do Mackenzie, encontramos uma diversidade de brechós. O B.Luxo, localizado na Rua Augusta, 2393, reúne peças vintages e exclusivas que são trazidas das viagens internacionais de seus sócios. O Frou Frou, também localizado na Augusta, 725, é mais raiz e possui peças com preços mais acessíveis, para garimpar mesmo. Ao brechó, localizado em Santa Cecília, Rua Baronesa de Itu, 91, é o primeiro da região e, com trinta anos de experiência, conta com um acervo gigantesco. Florenza Brechó, também em Santa Cecília, Canuto do Val, 193, além de possuir inúmeras peças de roupas, conta com itens de decoração antigos e coisas para casa.

B Luxo localizado na rua Augusta

Além dessas –poucas- dicas, São Paulo está repleto de brechós que atendem a todos os gostos e estilos. Desde os mais excêntricos, até os mais tradicionais. Em minha opinião, o mais legal depois da exclusividade das peças, é o próprio ato de ir até os brechós. Numa loja comum, na mesma arara, você encontra várias peças iguais. Num brechó você tem que, literalmente, fuçar em todo para achar algo do seu gosto e do seu estilo. Isso traz muito mais apego e carinho para aquela peça em especial.

Para a mackenzista Fernanda Martinelli, os brechós são uma opção maravilhosa para quem não quer gastar muito com roupas, mas não gosta de ficar sem comprar roupa nova, ainda que ela seja nova só pra você. “A oportunidade de desembolsar pouco e poder construir looks com peças de marcas icônicas sempre pareceu uma boa ideia, que em tempos de crise se tornou uma prática bem comum”, disse a estudante de jornalismo. Para ela, esse também é um dos modos mais fáceis de criar um estilo único.

Que tal, depois da aula, dar aquela passadinha num desses brechós tão perto de nós? A maioria deles funciona até às oito horas de segunda à sexta e até às 18h aos sábados. Conta pra gente depois!

 

Texto de Raphaela Bellinati

Isabella Massoud
Apaixonada por semanas de moda. Acredito que na vida, tudo tem uma razão e tempo certo para acontecer.