BRASIL, UM PAÍS DE TODOS. SQN.

O Brasil é um dos países mais diversificados do planeta. Nossa fauna, flora, gente, música, dança e costumes são aplaudidos de pé pelos países de primeiro mundo. Somos os melhores em futebol, samba, brigadeiro, praias e coxinha. Há controvérsias, mas para nós, é assim e acabou.  Entretanto, como nem tudo são rosas, o Brasil, assim como muitos outros, possui graves problemas, dentre eles, o habitacional.

Não é nenhum furo jornalístico o fato de milhões de brasileiros não terem moradia descente ou se quer onde morar.  Está óbvio, debaixo do nosso nariz, em São Paulo, Porto Alegre ou Maranhão.  Só em São Paulo mais de um milhão e trezentas mil pessoas estão ocupando as tabelas de dados do IBGE na categoria “déficit habitacional”.

Uns morando à céu aberto, favelas, cortiços, debaixo de viadutos e pontes, e outros poucos ostentando suas mansões ocultas atrás das enormes muralhas que as escondem dos ladrões pobretões que rondam a região. A desigualdade social, pobreza e miséria são oferecidas de graça a todos aqueles que não têm a sorte de ter nascido no Albert Einstein.

Com o passar do tempo o governo propôs medidas para a construção de habitações populares, como CDHU, onde a população de baixa renda tem acesso a moradias pelo Estado. Todavia, não fosse a roubalheira cínica de verbas públicas, esses projetos poderiam ser mais bem elaborados, melhor estruturados, com material de melhor qualidade e duração, e com maiores possibilidades de construção de lazeres bem estruturados ao redor dessas habitações, tornando assim, a região muito mais valorizada.

Além da ampliação desses projetos de moradia, se houvesse investimento do governo para dignificar essa enorme parcela da população, a taxa de desempregos, em vários setores, cairia, uma vez que a grande demanda de serviços nas obras geraria a necessidade de mão de obra

Hoje, parece que toda essa situação precária e de contraste social, onde um tem tudo e o outro não tem nada, se torna cada vez mais escandaloso pela cidade. O contraste não é só injusto mas também mentiroso, pois polariza e prega com fé que um é superior ao outro pelo que tem e não pelo que é. Essa palhaçada é mais antiga que Matusalém, mas se pudéssemos pegar um ponto na história, a colonização seria a peça do quebra-cabeça. A terra foi dominada por uma minoria branca e rica, enquanto os pobres e escravos ficavam ainda mais pobres e mais escravos dessa pobreza. Com a libertação dos escravos, esqueceram de libertar a terra também e com isso essas pessoas além de marginalizadas, tornaram-se quase que ponto turístico das grandes cidades, criando uma relação de amor e ódio com os ricos, que por um lado se alegram por existir um parâmetro que mostre a superioridade em forma de dólares, e que por outro lado se converte em ódio quando lembram a poluição visual que essas pessoas causam.

 

Apesar da riqueza de diversidade que o nosso país possui, ainda somos pobres em questões que, para nós, seres humanos, deveriam ser tão bem resolvidas, como a preservação da dignidade humana, prevista, inclusive, diga-se de passagem, na Constituição Brasileira de 1988. Questões como moradia, saúde, segurança, educação e igualdade, no nosso país soam quase como utopia, mas essas questões é que deveriam receber atenção do governo, para que então, todos tenham acesso, pelo menos, aos elementos básicos dessa estrutura, fazendo assim com que os direitos humanos sejam minimamente exercidos.

Por isso é preciso não só de atenção ao cumprimento dessas leis, mas à exigência de que o dinheiro, que é público, receba o mesmo fim que sua definição impõe.

 

 

 

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