Blake Farber: “Cada esquina é uma história para contar”

Blake Farber, cineasta americano, está no Brasil em mais um projeto e aceitou o convite do professor Anderson Gurgel para conversar com os alunos de Comunicação da Universidade Presbiteriana Mackenzie na última segunda-feira, dia 27.

foto: @gurgel.anderson

 

Anderson, professor do Mackenzie, conheceu Blake Farber em um evento semelhante no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, e decidiu convidá-lo para conversar com os alunos de Comunicação do Mackenzie e compartilhar suas experiências em diversos mercados. Segundo o professor, uma forte tendência na área audiovisual é a globalização, e colocar um profissional estrangeiro que ilustra muito bem essa tendência do mercado em contato com estudantes era uma ótima oportunidade para apurar a visão global dos alunos.

Nascido em Nova York, no ano de 1985, Blake cresceu ao lado dos pais fotógrafos que definitivamente tiveram um papel importante em sua carreira. Viver em Nova York, um lugar com grande apelo visual, também o ajudou a desenvolver seu trabalho. “Nova York é a inspiração para tudo que eu faço, é tudo que eu sei. Toda rua, toda esquina é uma fotografia, é uma história para contar”, diz.

Blake ainda considera a internacionalidade como um dos fatores mais atraentes da cidade. Ele conta que cada estação do metrô é uma cultura diferente, e por isso é possível viver diferentes vizinhanças e aprender uma amostra do mundo, que muitas vezes servem de incentivo para ele.

Em sua carreira, Blake Farber já trabalhou em mais de 20 países, incluindo Brasil, Japão, Itália e Alemanha. Ele já contribuiu para vídeos da Beyonce, Alicia Keys e Emis Killa, este último em 2014, quando venceu o prêmio “VEVO Best Video of the Year” com a música “Maracana“.

Em solo brasileiro, ele trabalhou com a cantora Anitta em 2012, no videoclipe da música “Meiga e abusada”, o primeiro impulso mais sério na carreira da cantora. Sobre ter participado da ascensão de Anitta, Blake diz que é legal ter presenciado o momento, mas que não pode viver de apenas um bom trabalho. “É uma coisa legal, mas o problema é que isso pode fazer você se sentir uma “maravilha de um sucesso”, que desaparece depois de um trabalho bem-sucedido”, afirma.

Além de videoclipes, Blake também trabalha com comerciais, tendo colaborado para Nike, Calvin Klein, Ray-Ban e para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

 

A respeito da diferença entre a produção de videoclipes e comerciais, Blake afirma que o dinheiro envolvido é o fator que distingue os dois. Nos anos 90, os orçamentos eram insanos. O videoclipe de uma música do Michael Jackson, chamada “The Scream”, está entre os mais caros de todos os tempos. “Com tanto dinheiro gasto, a indústria da música quebrou um pouco e agora você tem que ser seu próprio produtor e controlar os gastos, ou então usar um pouco de dinheiro do seu bolso para ser criativo e melhorar a arte. Isso também acontece em Hollywood”, conta o diretor americano.

Com relação aos comerciais, Blake os considera seus preferidos porque eles estão virando mini-filmes muito divertidos e empolgantes. “Porém, são menos criativos do que videoclipes porque você trabalha para um cliente que te diz o que fazer. Se eu te mostrasse a minha versão e a versão oficial do comercial, vocês poderiam ver o quão diferentes elas são”, ressalva.

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