Além da zona de conforto

“Meu pai gostou muito do Mackenzie, foi ele quem falou para eu vir para cá, porque achou que eu teria mais espírito de faculdade aqui” relata Barbara Cecchino Reibel, 19 anos, estudante do terceiro semestre do curso de Jornalismo.

De acordo com a mackenzista, a ideia que seu pai tinha sobre a universidade estava certa. Ela, que é integrante da Tubateria, acredita que: “Parece que você participa mais, conhece bastante gente, dá uma enturmada melhor.”

Além de tocar na bateria, algo que a integrou a faculdade, a entrada no Mackenzie proporcionou-a mudanças pessoais. “Minha vida mudou muito desde que eu vim para cá. Lá no interior [a estudante é de Americana], minha família é enorme, todo mundo mora lá, então eu estou sempre cheia de gente. Foi bem diferente quando eu vim e fiquei sozinha. Mas conheci pessoas muito maravilhosas. Eu nunca fui muito sociável, porém, achei que fiz amigos muito rápido e é como se eu os conhecesse desde sempre, é absurdo.” 

Essa não foi, contudo, a primeira vez que Barbara ficou afastada de seu lar. Após terminar o ensino médio, a jovem tirou um ano de folga. Durante o período, ela morou por quatro meses fora do país. “A gente fechou a viagem em uma semana, foi muito rápido. Se eu parasse para pensar eu não ia. Foi intercâmbio, fiquei na casa de gente de lá, para estudar alemão, então a maioria das pessoas que eu conhecia eram estrangeiras.”

Para a futura jornalista, sua viagem foi crucial para a escolha da graduação. “Eu me descobri muito. Sempre achei que não era capaz de fazer as coisas sozinha. Descobri um outro lado do meu ser. Foi uma conquista de eu me desafiar. Até por isso que eu escolhi [o jornalismo], para me tirar da minha zona de conforto.”

A estudante conheceu outros lugares do mundo também, a turismo. Itália, República Tcheca, Estados Unidos e Argentina já foram destinos de suas passagens de avião. E, pelo Brasil, o senso de aventura é ainda maior. “O Brasil, eu conheço bastante, meus pais gostam de viajar, mas de carro. A gente foi até Fortaleza de carro e voltou. A gente foi parando nas praias, demoramos um mês para ir e voltar.”

A mackenzista, entretanto, sonha em conhecer o mundo inteiro. “Eu quero viajar muito. Tenho muito medo de avião, mas eu quero ter o máximo de experiência na vida, sabe? Fazer um pouco de tudo.”

E, apesar de se definir como: “Muito normal, normal até demais as vezes. Eu sempre acho que sou menos que as outras pessoas”, suas experiências de vida demonstram a coragem que ela possui.

Beatriz Lia Santiago
Eu amo dançar e adoro começar me descrevendo a partir disso. Acredito que a dança, assim como a escrita são formas únicas de expressão. Sou geminiana e estou mudando sempre de ideia. Às vezes distraída, mas sempre pensando e produzindo mil coisas na cabeça.