Balada do amor

No meio da noite…

A dor desata o nó que o pensamento tratou de fazer.
E surge o riso que agora é pranto;
e surge o desamor que já foi amor;
A chuva é o medo de se saber quem é…

Por que tudo é tão grande e pesado?
Por que esse fardo todo mundo um dia na vida já se viu possuidor?
Vida podia ser coisa mais simples!
Vida podia se apequenar um pouco mais…

Amor tem que ser passarinho, que pousa sobre a flor
despreocupado com sua cor, despreocupado com sua forma.
Depois espalha o grão para fazer renascer tudo de novo…

Ah, se eu pudesse ser flor…
Invocava o mais veloz de todos, convocava beija-flor,
pra deixar renascer tudo o que há em mim… De novo.