Após 5 anos, Handebol perde patrocínio do Banco do Brasil.

Hoje o handebol vive um dos piores momentos da história do esporte, além da crise política, conta agora também com uma crise financeira.

Seleção feminina sendo recepcionadas, após conquistarem o mundial, na sede do Banco do Brasil.

Nos últimos anos, o esporte viveu seus momentos de ouro, em 2013 ganharam o patrocínio do Banco do Brasil e dos correios, que somaram cerca de 16 milhões no período de 2013 a 2016. Com a situação financeira em alta, o rendimento nas quadras aumentou, conquistaram o título inédito na Sérvia, sendo campeãs do Mundo e nas Olímpiadas de 2016, chegaram até as quartas de finais.

De 2016 para cá, O banco do Brasil já vinha diminuindo o patrocínio, porém a retirada total do incentivo verbal, pegou todos de surpresa. A entidade justificou que seguirá apenas apostando no vôlei de alto rendimento e agora aumentará o investimento nas corridas de ruas. Porém, a informação nos bastidores é de que o Banco do Brasil se afastou por conta da crise política na confederação Brasileira de Handebol, Manoel de Oliveira foi afastado do cargo por conta do uso indevido de verbas.

Para o ano de 2018, a confederação conta com o valor de 2.567.512,18 e com as verbas dos correios, já que ainda faltam 2 anos para acabar o contrato do patrocínio, porém o rompimento com o Banco do Brasil, representa uma queda gigantesca na arrecadação da modalidade, o que terá como consequência a preparação da equipe masculina e feminina no ciclo olímpico de 2020.

Nos últimos meses, o esporte já vinha sofrendo com a diminuição parcial dos patrocínios, em julho do ano passado, a entidade precisou pedir auxílio a Federação Internacional do esporte para enviar as seleções do sub-19 e do sub-21 para os mundiais da modalidade. No Handebol de Areia, o time nacional teve sua participação cancelada no World Games e as jogadoras precisaram fazer uma campanha para arrecadar dinheiro para a competição.

Em 2018, o handebol brasileiro tem como compromissos a participação no Jogos Sul-Americanos, em Cochabamba. O torneio dá vaga nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019. O torneio no Peru, por sua vez, classifica o campeão para a Olimpíada de Tóquio 2020. A queda na arecadação da CBHb pode influenciar na preparação dos times nacionais para a Olimpíada. Os principais atletas do país atuam no exterior e a entidade sempre trabalhou com períodos de treino na Europa e amistosos, e para isso precisa de verba. Na base, além das seleções brasileiras, a CBHb trabalha com acampamentos de handebol que contam com o apoio dos Correios.

Com a retirada do patrocínio, o esporte perderá muito e terá que fazer milagre para conseguir continuar competindo no nível dos últimos anos e terá ainda mais que refazer todo o planejamento para conseguir cumprir todo o calendário até a classificação para as olimpíadas de 2020.

Para Giovana Curi, estudante da Universidade Presbiteriana Mackenzie e jogadora de handebol profissional do Clube Pinheiros, o esporte perde muito com a retirada do patrocínio, vai faltar incentivo não só para a seleção como para os clubes também. É uma pena, o handebol cresceu tanto nos últimos tempos e pode crescer ainda mais, porém sem um incentivo financeiro bom, fica muito difícil.