Apaixonado por cinema e jornalismo

“Se fosse para escolher estar em algum lugar, escolheria estar no Oscar ou em Londres. Eu sou apaixonado por lá e me identifico com o modo de vida das pessoas de lá. Se eu pudesse transportar minha família, meus alunos e o Mackenzie pra Londres, seria ótimo!”, diz Hugo Harris, professor de Jornalismo do Mackenzie e amante de cinema. Suas paixões resultam no perfil harmônico entre comunicação, cinema e educação.

Hugo é formado em cinema e jornalismo. Antes de dar aula, trabalhou com assessoria de imprensa e cinema, chegando até a escrever alguns roteiros. Após o término de seu mestrado e o aumento das aulas ele optou por apenas lecionar, o que ele realmente queria fazer. Ele entrou no Mackenzie em 2013 como professor, mas sua história com a faculdade não começou aí. Hugo é formado em Jornalismo pelo Mackenzie, começou a faculdade no ano de 2002.

Seu lugar preferido além de sua própria casa, em meio aos seus livros, filmes e sua família, é a sala de cinema, “é aonde eu cresci, conhecendo as coisas que eu realmente gosto. Pra mim, cinema pulsa na minha vida o tempo todo”.  Já no Mackenzie, o lugar que ele prefere é a própria sala de aula, com os alunos.

Quem conversa um pouco com o Hugo, percebe sua paixão por cinema e claro que seu hoby favorito é assistir filmes. Ele conta que assiste muitos filmes, tanto para estudar, quanto para passatempo e o jeito de assistir muda. “Se é pra estudar, tenho um caderninho do lado anotando tudo, marcando momentos para comentar e refletir depois. Se assisto como espectador normal, é só acompanhar a história”.

No dia 24 de fevereiro aconteceu o Oscar 2019. Todos os apaixonados por  filmes e apreciadores do cinema estavam de olho no evento. O Hugo era uma dessas pessoas. Para ele, houveram muitos pontos positivos e negativos. “Você não saber analisar tecnicamente não significa que você não tenha parâmetro para dizer o porque ele é bom. Se o filme te toca, consegue te emocionar e é honesto, que mostra as emoções de uma forma bem limpa, já é uma grande qualidade do filme”, diz ele sobre as várias analises dos alunos que foram possíveis de escutar nos corredores da faculdade.

Ao ser pedido para indicar apenas um filme do Oscar deste ano, ele diz que “é difícil dizer um, mas as pessoas precisam assistir o Roma. Algumas pessoas ao começar a assistir vão se incomodar um pouco por ter um ritmo mais lento, mas é um filme que aborda temas muito importantes e que tem uma pegada artística muito única”.

Quando questionado sobre o que ele faria para mudar o mundo, ele diz que o que falta em muitos lugares e especialmente no Brasil, é educação. “Não apenas para as pessoas estarem formadas, mas principalmente para que elas tenham substrato para mudarem o mundo”.  Com esse assunto ele citou uma de suas frases preferidas, uma frase de Santo Agostinho que viu em um filme de seu diretor favorito, Kenneth Loach. “A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las.” Acreditar nisso é o que faz vibrar sua vontade de ser professor.

Texto por Maiza Costa