amor

Amor, o mais belo sentimento.

Conheci o amor em uma tarde de domingo. Estava sol, céu limpo e azul. Ele estava de branco, o amor, talvez representasse pureza, ou paz. Particularmente, acho que representava mudança, como se fosse um réveillon, pois desde o início sabia que ele iria modificar tudo, virar meu mundo do avesso.

Não me entreguei logo de cara. Racional que sou, nunca fui de me jogar de cabeça em algo. Bom, não sem antes pensar em cada mínimo detalhe que podia dar errado.

Além disso, nunca botei fé de que esse tal sentimento existia, e sempre pensei que, se por acaso ele fosse real, não era destinado a mim, ou então que eu não merecia. Pensamentos advindos de grandes desilusões, de relacionamentos errados.

Quando, enfim, ele veio tentei de tudo para afasta-lo, não queria deixa-lo entrar. Mas o amor é matreiro, e, felizmente, ele me venceu. Não pude resistir ao seu abraço quente e forte. Foi impossível lutar contra aquele jeitinho de me reconfortar, de me fazer rir a todo momento. O seu semblante de ternura amoleceu meu coração.

E, no fim, quando o amor abriu o um sorriso para mim, aquele sorriso, eu o reconheci. Ele era meu velho amigo, estivera ali há muito tempo, sem que eu ao menos percebe-se. Estava cuidando de mim, me olhando de longe, esperando o momento certo para se mostrar, para dizer o que ele era.

Depois que isso tudo passou, já estando com o sentimento ao meu lado, compreendi que, como já disse Luís Vaz de Camões, um grande poeta, em um de seus sonetos “O amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer”. O amor só surgiu para mim quando eu estava pronta para senti-lo por inteiro.

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Beatriz Martins

Paulistana de nascimento e de coração. Nunca dispenso um cafézinho e uma conversa boa. Amante de livros, séries e música. Enfim, só mais uma pessoa tentando se encontrar nesse mundão.