Além dos “5 minutos”

A crítica que a respeito do livro “ Cinco Minutos” de José de Alencar por Professor Júlio Vallim é Memesis. Ela a princípio fala a respeito brevemente do enredo da história que conta o encontro de Carlota que narra o encontro com seu verdadeiro amor. Encontrado num ônibus a caminho de sua casa. O jovem rapaz cujo nome não é apresentado, mas que capturou o coração da moça havia se atrasado apenas 5 minutos e perdido o ônibus, então acaba indo em outro e conhece a moça que seria a causadora de insônia noites a dentro em meio a seus devaneios.

 

O romance de José de Alencar que foi uma de suas primeiras obras marca o período do Romantismo no Brasil em sua segunda geração. Ou seja caracterizado pelo “mal do século” onde sacrifícios,medos, adoecimentos, profundas dores por amores não correspondidos  eram plausíveis.  Algo perceptível nas atitudes do rapaz  que vive em torno de suas emoções, pensamentos e atitudes perante ao amor que sente por Carlota. Existe também a presença do sentimento de melancolia e um estado em que se fica focado em idealizações.

 

Além disso, o autor ao meio a narrativa coloca elementos da realidade. Como a  descrição de como era classe burguesa naquele momento no Brasil. No caso falar de um ideal de vida burguesa desconstruído no Segundo Reinado. tal como colocar locais que existem, de fato nas cidades do Rio de Janeiro, Minas Gerais. Então, assim sendo nota-se mais uma característica da crítica estilo “Memesis” que procura trazer um olhar do livro e sua relação com a realidade vivida por Alencar. É um simulacro também para dizer o que de fato acontece com a burguesia brasileira.

 

O livro é uma mistura de realidade com ficção. Algo presente em tantas obras da Literatura que busca trazer pontos de vista a respeito de um tema, fatos “amarrados” com personagens, metáforas, humor, ironia, locais, histórias que não existiram ou só estão em parte de acordo com o real, mas representam ideias, figuras públicas muitas vezes, situações econômicas, sociais e políticas. E com uma dose crítica dependendo do assunto, porém de uma forma muito sutil, pois ela está diluída ao meio de uma história cheia com entrelinhas, onde o público precisa esmiuçar cada  o conteúdo ali expresso.