A Polêmica da Continência

Quem está a acompanhando as Olimpíadas, com certeza viu, e acompanhou a polêmica a respeito dos atletas que prestaram continência no pódio. (O foco será dado apenas aos atletas medalhistas) 6 atletas prestaram continência, outros 3 não prestaram, mas declararam ser militares. A delegação brasileira é composta por 465 atletas,   145 são militares, o maior número de militares brasileiros na história dos jogos.

O fato de prestar continência no pódio gerou certa polêmica, devido o momento político que o Brasil vive, mas todos os atletas e o próprio exercito afirmam que foram atos espontâneos, que partiram dos próprios atletas sem imposição de ninguém.

Mas tem algo que precisa ser esclarecido. Nenhum dos medalhistas militares de fato é um militar, nenhum presta serviço militar. Eles fazem parte de um programa do Governo chamado PAAR (Programa Atletas de Alto Rendimento) que é uma parceria entre o Ministério da Defesa e Ministério do Esporte. O programa é um auxilio, o atleta ganha uma patente de 3º sargento(em alguma das 3 forças),  recebe um salário de R$ 3200,00, plano de saúde e ainda tem toda a estrutura das forças armadas para treinar seu esporte. Algo excelente levando em consideração que a maioria não tem patrocínio, nem técnico e local de treino. Em troca, o atleta precisa participar de competições que o exército considere relevante e fazer editais com seus progressos esportivos.

Os atletas, podem não exercer serviço militar, mas todos se sentem militares devido o apoio que recebem das Forças Armadas. E prestar continência é apenas uma forma de homenagear quem os apoiou, mas também a bandeira nacional. O importante é que um programa que começou em 2008 já está colhendo os frutos com 3 medalhas de ouro, 4 de prata e 5 de bronze podendo aumentar até o fim dos jogos. O que precisamos pensar é que eles não estão representando o exército e sim o Brasil.