A luta diária contra Fake News

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Nos últimos tempos cada vez mais aparecem para nós notícias supostamente verdadeiras, de fontes não confiáveis. Geralmente surgem com chamadas sensacionalistas que nos atraem para ler a matéria na íntegra, e quando nos damos conta, era apenas mais uma fake news.

No ambiente virtual, principalmente redes sociais, o compartilhamento é instantâneo, por isso para um boato tomar grande visibilidade não é necessário muito tempo.

Segundo a Universidade de Oxfoard, a circulação de informações na internet é feita através de bots, que são programas que simulam as atividades humanas repetidas e padronizadas. Dessa forma, são capazes de espalhar um boato, atingir alguma pessoa e criar uma tendência.

Atualmente existe um mercado mundial voltado para a criação e disseminação das Fake News que gera lucro através dos cliques.

Para tentar evitar a circulação dessas falsas notícias, a ONG Repórteres Sem Fronteiras quer que os veículos de comunicação que seguem as normas de um bom jornalismo, ou seja, veículos que tenham uma boa base de integridade e princípios éticos recebam um certificado de confiabilidade.

Foi uma discussão que durou meses e se intitulou “Journalism Trust Initiative” (JTI), ou “Iniciativa para Confiabilidade do Jornalismo”. Até então o projeto conta com três apoiadores Agence France-Presse (AFP), da União Europeia de Radiodifusão (UER) e da Global Editors Network (GEN). A intenção é que com o certificado as redes sociais como o Twitter e Facebook alterem seus algoritmos priorizando as fontes consideradas confiáveis.

Em quanto essa ação não entra em prática, o professor do curso de Jornalismo Vanderlei Dias comenta sobre como distinguir uma notícia falsa de uma verdadeira “Checar a fonte é o básico. Recebeu algo pelas redes sociais, confirme se isso saiu em algum veículo. Primeira coisa realmente é checar onde mais saiu essa informação, quem deu essa informação. Checagem não tem erro, e hoje em dia é muito mais fácil fazer isso do que antigamente”.