A África e o aluno em evidência

Aconteceu nesta sexta-feira, 17, o seminário África: Novos olhares no Centro de Comunicação e Letras (CCL).

No evento organizado pela professora Márcia Detoni foi discutida a participação do continente africano na mídia. A ideia era quebrar estereótipos reforçados pela própria mídia.

Retratos e Relatos Africanos. Da esquerda para a direita, Jéssica dos Anjos (aluna), Prof. Dra. Emi Koide e Carolina Simionato (aluna).
Retratos e Relatos Africanos. Da esquerda para a direita, Carolina Simionato (aluno), Prof. Dra. Emi Koide e Jéssica Anjos (aluna)

Para abordar o assunto, o seminário contou com a palestra do jornalista da Folha, Fábio Zanini, da Prof. Dra. Emi Kode, da Unifesp, dos professores do CCL André Santoro, Mirtes Moraes e Rosana Schwartz e com a participação de alunos, tanto como autores, mediadores e palestrantes!

Entre as atrações do dia, ocorreu o lançamento do livro Olhares do Mundo, escrito pelos alunos do sexto semestre de jornalismo. A obra foi organizada pela professora Márcia Detoni e reúne matérias sobre o continente, como ela e os alunos definem, desconhecido por eles e invisível no noticiário internacional.

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Outro momento em que os alunos de sobressaíram foi na palestra Mídia e Racismo, apresentação do PIBIC da aluna Michelli Oliveira, mediada por Erika Paixão, também aluna.

Da esquerda para a direita Michelli Oliveira e Erika Paixão.
Da esquerda para a direita Michelli Oliveira e Erika Paixão

O trabalho teve como foco o modo com que programas policiais sensacionalistas tratam o negro e o branco. Comparando dois episódios de um desses programas vespertinos, a aluna de jornalismo e participante do AfroMack conseguiu trazer para a discussão acadêmica a posição do negro na mídia, na sociedade e até na universidade.

Segundo a prof. Márcia Detoni, fazer o evento foi complicado, pois, além de ter sido organizado por ela e pelas alunos, muitos dos primeiros convidados estavam participando de outros eventos da semana da Consciência Negra.

“Agora pela tarde muita gente participou, considerando que é um tema que não mobiliza muito estudantes e que a África ainda é um continente desconhecido. A gente ficou muito feliz com o resultado e, principalmente, porque alguns dos participantes participaram dos painéis”, conta a professora, “Eles mediaram as mesas, relataram as experiências, e isso faz parte do empoderamento do aluno.”