A Reforma Protestante e a educação

A Reforma Protestante e a educação 

Você sabia que dia 31 de outubro é o dia da Reforma Protestante?

Esse dia foi um marco na história não só do cristianismo, como também na história da sociedade em geral.

Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero fixou as 95 teses na porta da Igreja de Wittenberg, na Alemanha. Ele questionava a Igreja Católica por suas ações, entre elas a venda de indulgências e a colocação da autoridade papal acima da autoridade da Bíblia.

Naquela época, a Igreja detinha total poder sobre a escrita e completo controle sobre a educação, que era repressiva. A reforma fez uma transformação drástica nesse cenário. Lutero entendia a importância de alfabetizar a população para, além de possibilitar a leitura da Bíblia, facilitar a vida cotidiana.

Ele começou um intenso incentivo à criação de escolas que visassem um ensino prático e não abstrato, apostando em uma educação liberal e lúdica. Introduziu também o ensino público, defendendo a educação para todos.

“Pela graça de Deus, está tudo preparado para que as crianças possam estudar línguas, outras disciplinas e história, com prazer e brincando. As escolas já não são mais o inferno e o purgatório de nosso tempo, quando éramos torturados com declinações e conjugações. Não aprendemos simplesmente nada por causa de tantas palmadas, medo, pavor e sofrimento”, escreveu Lutero.

A Reforma Protestante trouxe a ideia de que a ignorância é um grande mal.

É dessa linha que surge a Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma instituição confessional fundada após a criação da Escola Americana, em São Paulo, pelos missionários protestantes americanos Mary Annesley e George Chamberlain. Atualmente, a universidade possui um grande prestígio e um inquestionável protagonismo acadêmico e científico em meio às instituições de ensino brasileiras.

“O melhor e mais rico progresso para uma cidade é quando possui muitos homens bem instruídos, muitos cidadãos ajuizados” – Martinho Lutero.