30 dias em São Francisco

 

O mackenzista, Douglas Ono Uchida, de 21 anos, aluno de Publicidade e Propaganda, aproveitou as férias para fazer um intercâmbio de um mês para São Francisco, Estados Unidos.

O desejo do integrante da Redação Virtual, de fazer uma viagem para o exterior, veio não só para adquirir experiência e conhecer outro país, mas também por uma questão profissional, “Eu não queria chegar no mercado de trabalho zerado”, comenta o estudante.

Residência estudantil

O aluno do CCL optou por residência estudantil na hora de escolher aonde ficar durante o seu intercâmbio. “Eu poderia ter ficado em casa de família, poderia ter uma imersão muito maior da cultura deles, mas eu acho que com 21 anos eu tenho capacidade de me virar sozinho”, relata Douglas.

O mackenzista conta que a experiência foi tranquila, dividiu o quarto com um paraguaio e compartilhava o banheiro e a cozinha, com outros estudantes. Ressalta que todas as acomodações eram limpas, um fator que deve ser levado em consideração na hora de escolher sua casa por aquele período. “Se você for ter um banheiro compartilhado, eu acho que ele tem que ter uma infraestrutura para a higiene”, ressalta.

Para ele um dos pontos mais legais dessa experiência é que você pode compartilhar o quarto com alguém de outra cultura e consequentemente te obrigada a treinar o seu inglês. Além do fator econômico, em que a residência é mais barata comparado com outros tipos de acomodação. Normalmente os estudantes que moram com você frequentam a mesma escola, facilitando a interação e a amizade.

São Francisco

“São Francisco é uma cidade cara”, afirma Douglas. Isso o surpreendeu, já que temos a ideia de que tudo nos Estados Unidos é mais barato. Outro estereótipo quebrado durante o intercâmbio foi que o aluno se deparou com muitos moradores de rua, “eles dão muita importância pra isso na escola”, o estudante conta que na palestra de apresentação do curso, os professores alertam os estudantes sobre esse fato. Para nós brasileiros, infelizmente, é normal vermos isso nas ruas, mas para outras culturas pode ser um choque.

Mas, mesmo assim, a cidade traz elementos culturais e qualidade de vida, o que deixa te uma experiência ainda mais incrível. O lugar favorito do estudante na cidade era o Píer.

Clima

Em janeiro é inverno nos Estados Unidos e em São Francisco a temperatura varia de 6 à 15 graus. Mesmo chovendo muito, o ar é mais seco do que estamos acostumados.

Documentos

Para um intercâmbio de um mês o visto de turista é o suficiente para entrar no país. Ele conta que todo o processo foi tranquilo e na hora da imigração foi necessário apenas mostrar o visto americano e o lugar em que ele iria ficar durante a viagem.

Dicas para intercambistas

O mackenzista ressalta que os cartões de viagem nem sempre funcionam em todos os estabelecimentos. Então, vale levar dinheiro vivo durante os passeios ou um outro tipo de cartão que te traga segurança e não te deixe na mão.

“São muitos tipos de transporte público”, o que deixou o estudante um pouco confuso na hora de usá-los. Muitas vezes os americanos usam o nome da empresa que atua nos transportes e não o tipo, o que dificulta o entendimento. É legal dar uma pesquisada antes e andar sempre com o mapa. Vale ressaltar que tanto na residência estudantil quanto em casa de família, sempre tem alguém que vai te ajudar a chegar ao seu destino.

Financeiro

“A pessoa tem que ir bem preparada”, pelo fato da cidade ser cara e não ser de conhecimento comum, as pessoas acabam deixando para comprar muitas coisas lá e ficam sem dinheiro para a vida durante o intercâmbio.

Escola

“Além de você estar imerso naquele país e naquela cultura você foca no que você tem dificuldade”, relata o aluno. Ele comenta que essa experiência foi muito boa pra desenvolver a fala na língua inglesa, já que você aprende dentro e fora da sala.

Além disso a escola é um meio que permitiu que o mackenzista conhecesse pessoas de diversas nacionalidades como chineses, franceses e colombianos, o que facilitou uma troca cultural junto a amizade.

Ao finalizar a entrevista, Douglas ressalta a sua vontade de ter ficado mais, “tem uma hora que a cidade te acolhe de uma forma que é difícil de deixar”, afirma.

Fotos por: Arquivo pessoal