EUA, França e Reino Unido coordenam ataque na Síria

Os três países anunciaram que realizaram um ataque conjunto na madrugada de sexta (13/04).

O objetivo era dar resposta ao suposto ataque de armas químicas realizado no último dia 7 em Duma. Ainda afirmam ter provas de que a ação foi conduzida por Bashar Al Assad. O regime sírio continua negando que tenha feito uso de armas químicas. 

De acordo com o Pentágono, três alvos foram atingidos: um armazém e uma base de armas químicas em Homs, além de um centro de pesquisa e produção de armas químicas e biológicas em Damasco.

A ação contou com 105 mísseis, lançados pelo ar, Mar Vermelho, Mediterrâneo e Golfo Pérsico.  O Departamento de Defesa dos EUA disse que nenhum míssil sofreu qualquer interferência. Já o governo russo declarou que cerca de 70 projéteis foram interceptados pela defesa síria.

Os primeiros ataques ocorreram por volta das 22h no horário de Brasília, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, realizava seu discurso na Casa Branca. “O mal e o ataque desprezível deixaram mães e pais, bebês e crianças se debatendo de dor e ofegando por ar. Essas não são ações de um homem. São ações de um monstro”, declarou referindo-se a Assad.

Antônio Kulaif, ex-mackenzista, considera que “o imperialismo ataca quem contraria seus desejos. A Síria é passagem para o petróleo e os EUA, Reino Unido e a França fazem por lá o que fizeram no Líbano. Repetem a invasão e fazem qualquer acusação, que no caso, não é comprovada. O filme pode não ser real.”

Neste sábado (14/04), houve uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para tratar da polêmica. O pedido russo de condenação dos bombardeios foi rejeitado. Os EUA dizem que estão preparados e armados caso haja outro ataque envolvendo armas químicas.