Corra! e suas críticas raciais

A obra foi lançada em janeiro de 2017 e desde então, vem sendo considerada um marco.

Em seu primeiro trabalho como diretor, Jordan Peele produziu um dos melhores filmes do ano.  Já é o terceiro longa de terror mais lucrativo da história, além de ser o mais bem sucedido baseado em uma história original dirigido por um estreante.

A obra conta a história de Chris, um jovem fotógrafo, que é convidado para passar um final de semana na casa dos pais de sua namorada, Rose. Enquanto arruma a mala, o personagem interpretado por Daniel Kaluuya pergunta: ” Eles sabem que sou negro?”

A namorada tranquiliza o rapaz dizendo que seus pais não são racistas. Entretanto, a realidade é completamente diferente: o fotógrafo percebe uma série de fatos perturbadores envolvendo a família.

Chris é bem recebido, mas estranha o fato de que os dois empregados da casa são negros e se portam de uma maneira antiquada e esquisita. Além disso, tudo piora quando é hipnotizado contra sua vontade por sua sogra para “curar sua vontade de fumar”.

O ápice é quando é tratado de maneira peculiar durante a tradicional festa da família, cujos convidados são todos brancos e mais velhos. O que o fotógrafonão sabe é que é na verdade um leilão dele próprio.

Peele pretendia encerrar o longa com Chris sendo preso, retratando as realidades do racismo na sociedade atual. Contudo,tiroteios com vítimas negras o fizeram mudar de ideia durante a produção, dando um “final feliz” para a história.

O estudante de jornalismo, Guilherme Pansonato, comenta: “ gostei muito do filme por levantar a questão do preconceito racial de forma bem explícita. Os alívios cômicos são muito bons.”

Guilherme ainda considera errado o fato de o longa ser considerado uma comédia. De acordo com ele, é um filme sério, com apenas um personagem usando o humor para quebrar a tensão.