E o tempo vai embora…

E o tempo vai embora…

Esses dias, enquanto voltava da faculdade com uma amiga, comentávamos sobre como o mês de agosto antes demorava a passar e agora havia passado tão depressa.

Já em casa, não consegui parar de pensar na rapidez com a qual os dias deste ano estão passando. Comecei a me lembrar de tudo que eu jurei fazer até o fim de 2017 e percebi que a maioria das coisas relacionadas à vida profissional eu havia feito, mas ao mesmo tempo percebi que tudo aquilo que eu pretendia fazer relacionado a mim ou às pessoas próximas a mim, eu havia deixado de lado.

Sempre fui aquela pessoa que jurou nunca deixar os estudos e o trabalho tomarem conta de toda minha vida, mas hoje, ao olhar para trás, vejo que o tempo acabou me engolindo.

Eu me perdi em tantos afazeres e acabei deixando o essencial de lado. Eram intermináveis desculpas por estar “sem tempo”, quando na verdade eu tinha tempo, mas nunca para nada que não fosse “produtivo”.

Não participei de almoços de domingo em família, não parei para escutar o desabafo de uma amiga que tanto precisava de mim, não lembrei da data de aniversário de namoro, não dei atenção quando minha irmã pediu que brincasse com ela, não visitei minha tia que estava doente e sempre ajudou a cuidar de mim, não me preocupei com minha saúde e meu bem-estar.

Acabei me dedicando a coisas passageiras e esqueci da minha base, do que faz tudo valer a pena. Agora só faltam quatro meses para o ano acabar, e sei que eles passarão tão rápido quanto todos os outros, mas se tem algo que aprendi, é que nunca é tarde para recuperar o tempo perdido.

São os últimos quatro meses para fazer 2017 valer a pena.

Rebeca Dias
“Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador [...]" ― Clarice Lispector